11 julho, 2011

O que é um SGA e ISO 14001?



Um Sistema de Gestão Ambiental (SGA) é uma estrutura desenvolvida para que uma organização possa consistentemente controlar seus impactos significativos sobre o meio ambiente e melhorar continuamente as operações e negócios.

A ISO 14001 é uma norma internacionalmente aceita que define os requisitos para estabelecer e operar um Sistema de Gestão Ambiental. A principal função dessa norma é implantar corretamente um Sistema de Gestão Ambiental – SGA. A norma reconhece que organizações podem estar preocupadas tanto com a sua lucratividade quanto com a gestão de impactos ambientais.
A ISO 14001 integra estes dois motivos e provê uma metodologia altamente amigável para conseguir um Sistema de Gestão Ambiental efetivo. Na prática, o que a norma oferece é a gestão de uso e disposição de recursos. É reconhecida mundialmente como um meio de controlar custos, reduzir os riscos e melhorar o desempenho. Não é só uma norma “no papel” – ela requer um comprometimento de toda a organização. Se os benefícios ambientais e seus lucros aumentam, as partes interessadas verão os benefícios.
Esta norma ainda possibilita uniformizar as rotinas e os procedimentos necessários para a certificação ambiental, a partir do cumprimento de um roteiro padrão válido internacionalmente, que reforça o atendimento integral da legislação local e visa à melhoria contínua dos processos e do próprio sistema. Neste contexto, o Sistema de Gestão Ambiental (SGA) é a forma pela qual a empresa se mobiliza, interna e externamente, para a conquista do desempenho ambiental desejado.
O objetivo principal da ISO é oferecer a gestão de uso e deposição de recursos. É um meio de controlar custos, reduzir os riscos e melhorar o desempenho de uma empresa. Além disso, a norma possibilita uniformizar as rotinas e procedimentos necessários para a certificação ambiental.
Ao iniciar-se a implantação do SGA, a empresa começa a cumprir os requisitos de uma Política Ambiental. A execução dessa política deve partir da parte Administrativa da Empresa, e deve cumprir estabelecer, documentar, programar, manter e promover a melhoria contínua do SGA aplicado, através da construção de objetivos e metas que deverão ser repassados a todos colaboradores da Empresa.
A otimização de um SGA acontece quando se busca essa melhoria contínua do sistema visando uma relação custo-benefício eficiente.  A adoção das melhores técnicas na área de gestão ambiental faz com que o sistema seja eficiente em todas suas faces.
O comprometimento de todos os colaboradores da Empresa e principalmente da Administração, também auxilia do sucesso e desenvolvimento do SGA.

A norma em questão se divide em 4 etapas básicas, são elas:

- Planejamento: Visa prover um processo que permita que a organização identifique os aspectos ambientais significativos para então começar a implantação do SGA.
- Objetivos: Estes devem ser mensuráveis, exequíveis e específicos. Avaliando questões de curto e longo prazo.
- Implementação e Operação: Para essa etapa a empresa deve ter disponibilidade de recursos, determinação de funções bem como hierarquização das autoridades que devem ter suas responsabilidades e competências definidas. Todos os profissionais devem ser treinados e deve haver um sistema de comunicação interno eficiente. Além disso, a empresa deve ter controle dos documentos e das operações. Também é necessário que os funcionários estejam preparados para situações emergenciais dentro do piso de fábrica.
- Verificação: Esta etapa consiste na avaliação dos resultados por meio de uma Auditoria Interna, e posteriormente constante monitoramento, a fim de propor medidas preventivas e de correção, se necessário.
Sendo assim, o SGA pode ser implantado e avaliado constantemente, formando um ciclo de organização, que possibilitará a melhoria constante da política ambiental da Empresa.


16 junho, 2011

Quer adotar um cão?

Olá,
venho pedir a ajuda de vocês, pra que possamos solucionar juntos uma história lamentável.

Nesta tarde, recebi a ligação de uma amiga que assim como faz de tudo pelos animais. Ela abriga em sua casa vários cães, que estão passando por uma realidade triste. 

Um deles está internado tentado se recuperar, enquanto um já morreu e os outros estão sob ameaça o tempo todo. 
Acreditem, a casa onde eles moram está cercada por vizinhos que não os desejam ali. As pessoas estão jogando o veneno no quintal e, sem saber do que se trata, nossos amigos, achando que receberam um agrado, correm logo pra "experimentar". 

Estes cães estão sofrendo ataques diários de envenenamento. 

Qual a explicação, para que essas pessoas queiram tanto acabar, de forma tão DOLOROSA, com a vida desses animais? 

Talvez por se irritarem com o instinto protetor desses nossos grandes amigos, que durante a noite deixam de dormir para proteger a NOSSA casa.
Talvez por acharem que eles podem transmitir alguma doença aos nossos filhos (desde quando o AMOR de um cão com seus donos é doença?). 


Não há como deixar os cães trancados, longe dessas ameaças... 
Infelizmente não há outra alternativa, temos que tirar esses animais dessa casa e levá-los para um lugar onde estejam protegidos, e acima de tudo, onde sejam amados por seus donos e vizinhos.


Se você está interessado em adotar um cão, ou se você conhece alguém que queira adotar, entre em contato com a Dona desses animais URGENTE: 

Diocele Pires (034)  9960-3043 - Uberaba/MG.


Se você quer conhecer os cães antes de adotar, ligue e ela te passará o endereço. Se você não tem como transportar os cães, ela se dispôs a entregá-los em sua casa. (Todos os cães são castrados e estão vermifugados.)

ADOTAR É UM ATO DE AMOR! 


Por favor, me ajudem a divulgar essa mensagem.

Já imaginou chegar em casa e ao sair no quintal, esperando ser recebido com a maior alegria pelo seu melhor amigo, e no mesmo instante perceber que aquele animal que te trás tantas felicidades está caído no chão, e você já não pode fazer mais NADA por ele?

Então, vamos evitar essa dor. Adote esses animais, levem eles para um lugar onde sejam amados e queridos. Eles merecem nossos cuidados. São os amigos mais leais que o homem pode ter. Vocês ainda não perceberam isso?


Os atos de abuso e de maus-tratos com animais configuram crime ambiental e, portanto, devem ser comunicados à polícia, que registrará a ocorrência, instaurando inquérito. A autoridade policial está obrigada a proceder a investigação de fatos que, em tese, configuram crime ambiental.


NÃO PERMITA MAUS TRATOS AOS ANIMAIS, DENUNCIE.

29 maio, 2011

Movimento "Abraço ao Bosque" - Parque Jacarandá Uberaba/MG

Nesse sábado 28/05, aconteceu em Uberaba/MG o movimento "Abraço ao Bosque". Uma forma de manifestação de militantes sócio-ambientais, que não concordam com a desafetação da área. A intenção da Prefeitura Municipal é que essa área seja vendida para iniciativa privada. Em frente ao Bosque, existe uma área onde se pretende construir um Shopping! O Estudante de Biologia, José Orestes de Assis Júnior diz que: " A construção de um centro comercial nesse local pode causar estresse aos animais, e perturbação das espécies existentes. É necessário que um profissional da área, avalie quais os impactos desse tipo de empreendimento sobre a área preservada do Bosque Jacarandá."

A prefeitura disse que irá "mudar" o bosque de lugar. Carregando os animais e instalando-os em outro lugar. O espaço é considerado área de preservação permanente e abriga espécies de mais de 60 anos, como um exemplar da Árvore Jacarandá!

Durante toda a semana, o movimento colheu assinaturas em vários pontos da cidade. De acordo com informações dos organizadores, até a tarde de ontem, cinco mil pessoas já haviam manifestado o protesto contra a venda da  área e pela preservação do Bosque.

Uma denúncia a respeito do caso, foi feita ao Promotor de Justiça e Meio Ambiente, Sr. Carlos Valera. Representantes do Partido Verde da cidade fizeram um pedido à Comissão Organizadora de Meio Ambiente e Desevolvimento Sustentável, para que fosse convocada uma Audiência Pública, que se realizará na Quarta Feira 01/06 às 19:00, na Câmara Municipal de Uberaba.

"Vale lembrar que os animais estão se refugiando, cada vez mais, nas áreas verdes urbanas em decorrência da destruição de seu habitat natural. É importante sim, a aquisição de novas áreas verdes, bem como a criação de novos parques e UCs – Unidades de Conservação, sem, no entanto abrir mão daquelas já consolidadas." 




Vejam as fotos, do movimento "Abraço ao Bosque" que se realizou nesse sábado 28/05.










Fotos: José Orestes de Assis Jr. (orestes.biologia@gmail.com)




10 maio, 2011

Resíduos da Contrução Civil - Cuidado com o que você joga nas Caçambas!



De acordo com a Resolução  CONAMA Nº 307, de 05 de Julho de 2002, em seu Artigo 2º, os Resíduos da Construção Civil, são definidos da seguinte maneira:




 
São aqueles que provem de construções, reformas, reparos e demolições de obras de construção civil, e os resultantes da preparação e da escavação de terrenos, tais como: tijolos, blocos cerâmicos, concreto em geral, solos, rochas, metais, resinas, colas, tintas, madeiras e compensados, forros, argamassa, gesso, telhas, pavimento asfáltico, vidros, plásticos, tubulações, fiação elétrica etc., comumente chamados de entulhos de obras, caliça ou metralha



Sobre a Periculosidade dos Resíduos Sólidos:



Resíduos Perigosos (Classe I): são aqueles que por suas características podem apresentar riscos para a sociedade ou para o meio ambiente. São considerados perigosos também os que apresentem uma das seguintes características: inflamabilidade, corrosividade, reatividade, toxicidade e/ou patogenicidade. Os resíduos que recebem esta classificação requerem cuidados especiais de destinação.

Resíduos Não Perigosos (Classe II): não apresentam nenhuma das características acima, podem ainda ser classificados em dois subtipos:

Classe II A não inertes: Geralmente apresenta alguma dessas características: biodegradabilidade, combustibilidade e solubilidade em água. Exemplos: a maioria dos resíduos domésticos, sucatas de materiais ferrosos e não ferrosos, embalagens de plástico etc..

Classe II B inertes: quando submetidos ao contato com água destilada ou desionizada, à temperatura ambiente, não tiverem nenhum de seus constituintes solubilizados a concentrações superiores aos padrões de potabilidade da água, com exceção da cor, turbidez, dureza e sabor.

(Essa classificação foi definida pela ABNT na norma NBR10004/2004.)



Ou seja: Quando existe destinação correta, esses resíduos não prejudicam o meio ambiente e não alteram a qualidade potável da água. 

Primeiro vale lembrar que esses resíduos podem (devem) ser reutilizados. Mas, quando não há reutilização, esse material deve ser direcionado à aterros apropriados para receber materiais da construção civil. 

Esse local de destino final dos resíduos Inertes, deve obedecer uma série de parâmetros, para que não haja:

- degradação das áreas de manancial e de proteção permanente;
- proliferação de agentes transmissores de doenças;
- assoreamento de rios e córregos; 
- obstrução dos sistemas de drenagem, tais como piscinões, galerias, sarjetas, etc.


Mas, se pensarmos que muita gente desconhece essas metodologias, e ainda não estão em dia com as obrigações que deve ter com seu próprio lixo, vamos ter o seguinte cenário:


O que vemos são caçambas destinadas à resíduos da construção civil recebendo entulho reciclável e orgânico. E pra onde vão esses resíduos? Vão, misturados com os resíduos Inertes, para os aterros específicos de materiais de demolição e construção civil.

Além de gerar grande problemas ao solo e água do local, afetam a população da região pois podem facilitar a proliferação de vetores e ainda, diminuem consideravelmente o índice de reciclagem.

Algumas Empresas (eu disse: algumas), que prestam o serviço de coleta e que se responsabilizam pela destinação desse resíduo, fazem a separação dos materiais em pátios, para depois enviar ao aterro somente os materiais inertes.

Mas isso significa: dinheiro, mão-de-obra e tempo. E sabemos que nem todos possuem responsabilidade sócio-ambiental nesse sentido.


O que podemos fazer?

- Denunciar irregularidades na Prefeitura Municipal;
- Exigir um Plano Integrado de Gerenciamento de Resíduos;
- Conferir o local de destino dos resíduos, a fim de saber sobre as condições em que se encontra.
- Implantar uma Política de Educação Ambiental no município;
- E, principalmente não jogar nenhum tipo de resíduo que seja reciclável ou prejudicial ao meio ambiente, nas caçambas.

É, se controle quando estiver com uma garrafinha de água na mão e avistar uma caçamba de entulho. Espere por uma lixeira adequada para descartar SEU resíduo.


Educação Ambiental, é disso que precisamos!

29 abril, 2011

Plante uma árvore!!

Pra fazer pensar...


Bilhõõõões de Árvores from Seagulls Fly on Vimeo.

Curta de animação dirigido por Frata Soares, feito na Seagulls Fly para o Edital Tela Verde do Ministério da Cultura e Secretaria do Meio Ambiente - Brasil.

Sugestão e Indicação: Fernanda Borges / @borgesff

26 abril, 2011

Reutilizando: Porta-lápis de latinha

Olá pessoal,

Vejam só que ideia bacana, pra reaproveitar aquela latinha de achocolatado que iria pro lixo.
Bom, vocês vão perceber que não levo muito jeito pra coisa mas... espero que gostem!! 



1) O que vamos precisar: 


- 1 latinha de achocolatado limpa
- Cola branca
- Tesoura
- Revistas velhas

2) Recorte algumas gravuras das revistas e cole na latinha de forma aleatória. (Eu deixei o rótulo da embalagem por baixo, pra facilitar a colagem. Se você for retirar, passe uma lixa na superfície pra ajudar na aderência das gravuras.)

3) Resultado da latinha personalizada. Você pode colar alguma gravura também na tampa. - Pode servir como um cofrinho!! 




Agora uma dica legal, pra fixar mais as gravuras e dar um brilho na superfície do porta-lápis. É o famoso "grude" que a Vovó me ensinou =)





4 e 5) Faça uma mistura de 2 colheres de  Polvilho com 1 copo de água. Leve ao fogo misturando bem até ficar quase transparente.


6) Esse é ponto ideal do grude, já morno.

7) Com um pincel, espalhe o grude pelas gravuras coladas. Deixe secar por 30 minutos e repita o procedimento. 

8) Viu como dá um brilho especial?? E aumenta a durabilidade, mantendo as gravuras com um aspecto sempre novo!


Obs: Não deixe o grude esfriar muito, pois ele começa a formar flocos e isso criaria uma textura áspera. Mas, se por acaso você deixar esfriar mais que o necessário, volte a panela pro fogo por mais uns 2 minutinhos com um pouco mais de água, e pronto!

Vejam como ficou:



A luz não ajudou muito, mas com a latinha totalmente seca dá pra ver a diferença e o brilho do grude!

É uma dica simples e você não vai gastar quase nada pra fazer. A maioria dos materiais temos em casa e não custam caro.

Um objeto útil, fácil de decorar e que você pode personalizar e deixar com a cara do seu espaço!

Além de tudo isso, você contribui com o meio ambiente, reutilizando materiais que iriam pro lixo.

Mude seus hábitos! Eduque-se ambientalmente. Recicle!

Obrigada, 
até logo!

05 abril, 2011

Razões para rejeitar - Código Florestal

Dizem que o Código Florestal impede o crescimento da agropecuária brasileira, que precisa de novas áreas para expandir sua produção; que ele não tem base científica; que e é impraticável e que prejudica a agricultura familiar. Será mesmo??


 Vejamos então o que diz o Projeto para o Novo Código Florestal:

1)     Anistia aos crimes ambientais

Fim da obrigação de se recuperar áreas desmatadas ilegalmente até 22 de julho de 2008, incluindo topos de morros, margens de rios, restingas, manguezais, nascentes, montanhas e terrenos íngremes. A proposta cria a figura da área rural consolidada – aquela ocupação existente até a data definida, com edificações, benfeitorias e atividades agrosilvopastoris em quaisquer espaços, inclusive áreas protegidas. Os Estados terão cinco anos, após a aprovação da lei, para criar programas de regularização ambiental. Até lá, todas as multas aplicadas antes de julho de 2008 ficam suspensas.
Consequências: O principal efeito de qualquer anistia é estimular novas ilegalidades, pois reforça a sensação de impunidade. Diversos crimes ambientais cometidos durante 43 anos serão ignorados e perdoados pela adesão e cumprimento do programa de regularização ambiental.


2)     Redução e descaracterização das APPs

Reduzir a extensão mínima das APPs dos atuais 30 metros para 15 metros de faixa marginal e demarcar as matas ciliares protegidas a partir do leito menor do rio e não do nível maior do curso d’água.
Obs: Uma lei não pode impor os mesmos parâmetros para todo o país, pois passa por cima das características locais e comete injustiças.
Consequência: Aumentam os riscos de inundações e desabamentos, bem como as ameaças à segurança e ao bem-estar da população ao aventar a falta de necessidade de uma área de 30 metros para evitar assoreamentos, sem falar nas demais funções da APP: preservação de fauna e flora aquáticas e terrestres, manutenção climática, controle da demanda biológica de oxigênio e diversos outros fatores que necessitam de uma área mínima razoável para que o frágil equilíbrio ecossistêmico seja mantido, segundo a Associação Nacional dos Membros do Ministério Público.

Ainda tem mais:

- Isenção de reserva legal para imóveis com até 4 módulos fiscais em todo o país;
­­- Redução da reserva legal na Amazônia em áreas com vegetação;
- Compensação de áreas desmatadas em um Estado por áreas de floresta em outros Estados ou bacias hidrográficas.

O que você pode fazer para impedir essa mudança?? Assista ao vídeo:  


 Fonte: http://www.sosflorestas.com.br/

12 março, 2011

Todos juntos pela "Hora do Planeta"

Olá pessoal! Hoje a postagem vem baseada em uma causa nobre. Todos aí já ouviram falar sobre a "Hora do Planeta", mas quantos praticam e realmente apagam as luzes de casa na data e hora combinada?! (Te peguei!)
Bom, o material que estou disponibilizando aqui está livre para download também no site do Movimento promovido pela WWF. 

Pra quem tiver interesse, aqui estão alguns modelos de Plano de Fundo e um Background pro Twitter! 
Pra baixar o restante do conteúdo, é só se cadastrar através desse link.
Aproveitem, e ajudem a espalhar essa ideia! 
 


 

25 fevereiro, 2011

Saindo da Revolução Verde - Agroecologia em alta!

Talvez a primeira coisa que passe pela cabeça de muita gente quando ouve o termo 'agroecologia' seja alimentos orgânicos, produzidos sem o uso de agrotóxicos, adubos químicos ou mudanças genéticas. O que nem todo mundo sabe é que os princípios de agroecologia vão muito além disso. 
A agroecologia é uma ciência que busca oferecer princípios, conceitos e metodologias para fazer a transição dos atuais modelos de agricultura para modelos mais sustentáveis ecologicamente.

Revolução Verde

O conceito de agroecologia é relativamente novo, embora as práticas que acabam resultando do emprego da agroecologia são bastante antigas. Afinal durante a maior parte da história a agricultura era feita sem insumos sintéticos, respeitando o ciclo da natureza.
No século passado - após as guerras -  a agricultura começou  a se artificializar de forma cada vez mais rápida. Máquinas de guerras foram adaptadas para a agricultura; venenos usados como armas químicas foram ajustados para combater pragas. As sementes passaram a ser desenovolvidas por empresas e hoje se usam  sementes híbridas - produzidas a partir da polinização cruzada de plantas, para ter melhores caracterísicas de ambas. Apenas a primeira geração serve para o plantio, o que significa que os produtores precisam comprar novas sementes. A fertilização dos solos passou a depender de insumos químicos. Com isso o controle dos agricultores passou para algumas empresas. A introdução desse 'pacote tecnológico', caracteriza o que chamamos de revolução verde. Além da degradação ambiental, esse modelo gerou também um processo de expulsão das populações do meio rural. Os impactos começam a ser percebidos e algumas alternativas começam a ser pensadas.



Partindo pra sustentabilidade:

A agricultura sustentávael - agroecologia - deve atender a oito críterios:

- baixa dependência de insumos;
- uso de recursos renováveis localmente acessíveis;
- utilização de impactos benéficos ao meio ambiente local;
- tolerância em relação às condições ambientais locais;
- manutenção a longo prazo da capacidade produtiva;
- preservação da diversidade biológica e cultural;
- utilização do conhecimento das populações locais;
- produção de mercadorias também para o consumo interno e não só exportação.

E principalmente, esse sitema deve atender as necessidades sociais, considerando aspectos culturais, preserar os recursos ambientais, considerar a participação política - não é uma regra - e permitir a obtenção de resultados econômicos. Como sempre, atitudes sustentáveis se baseiam no famoso tripê  - social, econômico e ambiental.

Mas então, se avaliarmos bem, percebemos que o conceito de agroecologia está na contramão do modelo produtivo adotado atualmente no Brasil - baseado no agronegócio, visando lucro e grande produtividade, artificializando a natureza, degradando, explorando o trabalhador, etc. Esse tipo - o monocultivo - é considerado insustentável.

Vale lembrar que o modelo sugerido aqui, foi incorporado por movimentos sociais na luta por direitos. A agroecologia propôs assegurar o acesso à terra.

Sim, a agroecologia questiona esse modelo de desenvolvimento e aponta soluções. Por exemplo, a proposta de uma agricultura familiar que reposnda aos desafios da sociedade de hoje: crise ecológica, crise social de esvaziamento do campo, de desvalorização de pequenos produtores. Acredito que seja uma visão para agricultura não capitalista.

Tudo bem, a agroecologia se opõe ao sistema de agronegócio. Mas nem por isso ele pode deixar de ser destrutivo e se tornar mais 'verde'. Na verdade essa transição já está acontecendo em alguns locais. Alguns nichos de mercado produzem, dentro da proposta de agronegócio, produtos orgnânicos. São os chamados 'agronegócios verdes, ou sustentáveis.'
Mas uma questão a se debater: alimentos orgânicos = alto valor agregado. Sim. Mas existem pessoas - de classe média alta- que aceitam pagar por alimentos saudáveis. E é aí que está a lógica do agronegócio. Entendeu?!

O problema está em convencer essa classe-média-alta-que-está-disposta-a-pagar-por-uma-vida-mais-saudável, que exitem outros elementos importantes. Daí vem o estimulo para a efetividade da agroecologia.

O trabalho tem que se focar em mudar essa visão de que a agroecologia não é viável economicamente, que os agricultores não vão conseguir recursos se não usarem os chamadnos insumos modernos. Lembrando que os projetos agroecológicos podem receber ajuda com créditos rurais e financiamento através de bancos. Mas vale entender, que nem por isso deve-se fugir dos principios sustentáveis, hein?!

Bom, espero que tenham gostado do assunto e mais do que isso, tenham se interessado pela causa. 
Obrigada pela visita!

Bora falar sobre isso no twitter? @rec_as_ideias
Marcela Barquet

18 fevereiro, 2011

Programa de Prevenção à Poluição - Como implantar?

A poluição preventiva (P2), refere-se a qualquer prática, processo, técnica e tecnologia que visa a redução/ eliminação em volume, concentração e toxidade dos poluentes na fonte geradora. Inclui algumas modificações nos equipamentos, processos ou procedimentos, reformulação ou replanejamento de produtos, substituição de matérias-primas, eliminação de substancias tóxicas, otimização do uso de matérias-primas e energia e outros recursos naturais.

            A implementação de P2 implica no desenvolvimento de um programa, que afeta desde a direção da empresa até a avaliação do desempenho desse programa. Após o fim do programa novas metas devem ser estabelecidas, e o ciclo se renova.
            Para que o programa possa se realizar com eficiência, deve haver um comprometimento de todas as pessoas envolvidas. Sendo que estas devem ser sistematicamente informadas sobre o seu andamento. 

A seqüência para o desenvolvimento de P2 é:


• Comprometimento da direção da empresa

A empresa, onde se vai implantar um programa de P2, deve ter comprometimento com as etapas do processo. Esse comportamento será alcançado através da otimização do uso e recuperação dos recursos disponíveis (água, energia, matérias-primas, etc), substituição de matérias-primas e mudanças nos processos produtivos, aquisição de tecnologias limpas, melhoria e manutenção dos equipamentos, e também através da implantação de um programa de conscientização de todos os funcionários.
Esse comprometimento contribui para o desenvolvimento do programa. Isso deve ser expresso através de uma declaração.


• Definição da equipe de P2

A equipe será formada por pessoas de diversos setores da empresa, para aja uma troca de experiências e integração dos funcionários. O número de pessoas vai depender do tamanho e da estrutura da empresa, e essa equipe deverá ter um líder, que esteja “por dentro” dos fatores operacionais da indústria.
           


• Estabelecimento de prioridades, objetivos e metas

A partir dos dados da empresa deverá ser estabelecida uma política ambiental, com ênfase nos princípios da P2. A equipe formalizada será responsável pela implantação e manutenção do programa. Os objetivos e metas estabelecidos pela equipe deverão estar de acordo com a Declaração de Intenções, liberada pela empresa. Sendo que deve haver gestão ambiental, para o aprimoramento desse programa.


• Elaboração cronograma de atividades

Deve haver um cronograma para a execução do programa e de suas atividades.

           
Disseminação de informações sobre P2

Deve ser criado um plano de treinamento, para que todos possam acompanhar o seu desenvolvimento. A disseminação de informações sobre prevenção à poluição visa assegurar que o
programa se torne assunto do dia a dia, bem como aumentar a conscientização e a participação de
todos os funcionários. Para isso, a equipe pode-se valer de uma série de recursos, tais como: cartazes, circulares, memorandos, reuniões setoriais, realização de eventos com a participação de palestrantes externos, apresentação de vídeos sobre experiências bem sucedidas, treinamentos, programa de premiações de funcionários. Além diso, a comunidade também deve ser informada sobre os procedimentos.


• Levantamento de dados

O levantamento de dados deve reunir o máximo possível de informações que auxiliem na caracterização do processo industrial. Estas informações devem abranger desde a matériaprima e demais insumos (energia elétrica, produtos auxiliares, água, etc.), até o total de resíduo gerado, devendo as mesmas constarem do fluxograma de produção da indústria. Este deve ser apresentado de modo que as informações possam estar disponibilizadas por linha de processo.
O levantamento de informações relativas ao gerenciamento dos resíduos gerados na empresa será fundamental na fase de identificação e seleção de oportunidades. Por meio destes dados, será possível avaliar os custos reais envolvidos no tratamento e disposição dos resíduos gerados e verificar o retorno financeiro de um investimento em P2.



• Definição de indicadores de desempenho

Após o levantamento de dados, devem ser definidos indicadores de desempenho, que deverão ser quantificáveis e medidos antes e após a implantação das medidas de P2, permitindo assim uma avaliação comparativa entre a situação da empresa antes e após a implementação do programa, bem como uma análise dos ganhos obtidos em termos ambientais e econômicos.

• Identificação de oportunidades de P2

Deve ser efetuada uma avaliação detalhada dos processos produtivos da empresa, com ênfase nos pontos que contribuem para a geração de resíduos. É necessário também avaliar os aspectos relativos ao tipo, toxicidade e quantidade dos resíduos gerados, a quantidade e toxicidade das matérias-primas utilizadas, o custo envolvido no tratamento de efluentes líquidos e disposição dos resíduos gerados, a legislação vigente e o risco à saúde ocupacional dos trabalhadores. O resultado desta avaliação permitirá a identificação das melhores opções para redução ou
eliminação dos poluentes gerados.


• Levantamento de tecnologias

O levantamento das tecnologias hoje disponíveis no mercado pode apontar opções viáveis para a implementação de ações de P2. No entanto, alguns aspectos devem ser considerados pela equipe de P2, quando realizar um levantamento de tecnologias, que dentre outros se destacam: identificar as tecnologias que melhor se apliquem às necessidades do interessado; conhecer a legislação em vigor, para avaliar possíveis conseqüências relativas à alteração e/ou substituição de equipamentos; caracterizar e avaliar os efluentes gerados, a fim de propor a sua segregação dentro dos Processos.

• Avaliação econômica

Qualquer medida de P2 que ofereça uma redução de custo direto ou indireto relacionada à geração, manuseio e tratamento de resíduos ou de custos operacionais e que não envolva custos de investimentos iniciais, pode ser considerada economicamente viável. O estabelecimento de um Sistema de Alocação de Custos onde cada setor/unidade de produção seja debitado pelo custo da geração e gerenciamento do resíduo que gera e pela sua
respectiva parcela de custos indiretos da empresa é muito importante, pois oferece dados para a avaliação econômica do investimento em prevenção à poluição assim como para a conscientização dos funcionários sobre os custos associados à geração de resíduos e desempenho ambiental do setor/unidade de produção. Os investimentos em prevenção à poluição podem afetar os custos relacionados ao atendimento da legislação ambiental, imagem da empresa, saúde e segurança do trabalhador, prêmios pagos à seguradoras, custos indiretos e outros relacionados ao gerenciamento da empresa como um todo, trazendo benefícios indiretos de difícil mensuração à curto prazo, mas significativos à empresa como um todo a médio e longo prazo.

• Seleção das medidas de P2

Ao selecionar as medidas a serem implantadas, a equipe de P2 deve considerar os
benefícios imediatos decorrentes da implantação e o seu significado para a empresa. A avaliação desses benefícios podem ser questionadas como por exemplo: ganho ambiental, se haverá melhoria da qualidade do produto, na eficiência do processo ou na saúde do trabalhador, se haverá maior facilidade em atender aos requisitos legais, se  haverá um melhor relacionamento com as agências de controle ambiental ou com a comunidade e se haverá retorno financeiro a curto, médio ou longo prazo.
As medidas de P2 devem ser avaliadas e adotadas de acordo com as suas viabilidades técnicas e econômicas. Aquelas que não forem nem técnica nem economicamente viáveis devem ser adiadas. As demais, selecionadas a critério da empresa, deverão ser priorizadas e implementadas, providenciado-se, quando necessário, fundos de capital específicos para a execução do programa.



• Implementação das medidas de P2

Deve-se iniciar a implementação das medidas, de acordo com as metas e objetivos estabelecidos no programa e segundo um cronograma que leve em conta os projetos a serem executados.
Na aplicação das medidas de P2, muitas técnicas podem ser utilizadas, dentre elas destacam-se as seguintes: alteração do layout, controle de estoque (produtos químicos), manutenção preventiva, melhorias nas práticas operacionais, mudança de processo/tecnologia (P+L), Reuso, reformulação ou replanejamento dos produtos, reciclagem interna ao processo, substituição de matéria prima, substituição ou alterações de equipamentos, segregação de resíduos e treinamento.

• Avaliação dos resultados

Esta etapa tem como objetivo verificar os benefícios e ganhos, do ponto de vista ambiental e econômico, advindos da implantação do programa de P2, assim como avaliar os problemas e barreiras encontrados durante a sua implementação. Recomenda-se que a avaliação do programa de P2 seja realizada periodicamente, a fim de solucionar possíveis problemas e evitar o surgimento das mesmas falhas.
A avaliação dos resultados é realizada a partir da comparação dos indicadores de desempenho (item 3.5), que foram medidos antes e após a implantação das medidas de P2. De posse destes dados, será possível quantificar os ganhos decorrentes da implementação do programa de P2.

• Manutenção do programa

A chave para a manutenção de um programa de P2, que permitirá a sua sustentabilidade dentro da empresa, é a conscientização e a participação dos funcionários, em todos os níveis, incluindo a direção da empresa.
O aprimoramento contínuo permitirá que a empresa se mantenha sempre atualizada com as inovações tecnológicas e as alterações da legislação ambiental, além de promover a melhoria da eficiência nos seus processos produtivos e assegurar o envolvimento de todo o corpo funcional e das partes interessadas no programa de P2.


03 fevereiro, 2011

O que um Rondonista tem pra contar?

Olá companheiros!
Estou de volta a Minas Gerais depois de 15 dias de muito trabalho no Piauí.
Muita coisa trouxemos na bagagem, que não voltou com apenas 5 quilos a mais que o permitido, mas voltou com experiências únicas e inestimáveis.
Por muitos lugares passamos, em cada parada uma história diferente e um sorriso sincero de boas-vindas de cada morador.
As crianças... nos acompanhavam pra cima e para baixo, com um olhar humilde sem entender muito bem o que faziamos ali, mas tinham a certeza que seriam preenchidas por nosso simples abraço. Eram tantas querendo chegar perto de nós, que muitas vezes os gestos eram mecânicos e instintivos, nada de muito caloroso ou sentimental, - isso não significava má vontade, mas sim nosso tempo escasso e a falta de costume com tanta carência exposta - mas para aquelas crianças significava muito mais que um abraço, um beijo ou sorriso, aquilo era motivo de orgulho. Pois elas saiam dali contando às outras que foram abraçadas por um daqueles "amarelinhos", e isso as tornavam mais 'especiais'.
Foi tudo muito maravilhoso, os dias eram preenchidos por atividades das 08:00 às 21:00 horas - tirando as madrugadas destinadas aos relatórios finais. Eram dias tão corridos que hoje me sinto inútil, pois acordo e não tenho horários pra seguir, não existe público algum esperando para me ouvir durante 3 horas seguidas, não existem crianças na porta da minha casa às 7 da manhã e muito menos preocupação com o dia de amanhã. Parece que meus dias são vagos, pois não faço quase nada que beneficie alguém além de mim.
Exercer o papel de cidadã durante 15 dias e logo depois voltar a uma vida monótona não faz sentido. É essa uma outra mudança que os rondonistas devem sentir. Com certeza é!
E esse é o primeiro passo pra uma mudança local. Pretendo aplicar aqui, um pouco do que fui lá!
Não fui Rondonista do ano de 2011. Serei Rondonista enquanto tudo que vivi estiver pulsando aqui dentro. E isso não vai parar de pulsar tão cedo pelo que vejo.

O que um Rondonista tem pra contar? Não dá pra escrever, legendar, falar, desenhar ou qualquer coisa do tipo. É sentimento demais, que não cabe em nada disso. Seja um Rondonista e entenda!

Obrigada!
Estou de volta, com muita saudade desse espaço!
Beijos...
Marcela Barquet

11 janeiro, 2011

Informativo

Olá companheiros do blog!

Devo informá-los que vou me ausentar por mais ou menos 20 dias durante esse mês. Estou fazendo parte da equipe do Projeto Rondon. Embarcamos para o Piauí no próximo dia 15. 

Enquanto isso, vocês podem acompanhar o que acontece por lá através do Blog criado pelo nosso Coordenador, o Prof. André Faro.
 Sempre que possível iremos postar fotos e contar sobre trabalho desenvolvido pelo grupo da Operação Zabelê. (Fabio, Fernanda, Mariana, Edson, Gustavo, Priscila, Marcela e Ayza -  Professores Paulo Roberto Ribeiro e André de Mattos Faro)

Em breve estarei de volta. Um abraço a todos vocês!

Caso o link não funcione, aqui vai o url do blog que mencionei: http://www.rondoniftm.blogspot.com/

15 dezembro, 2010

Reutilização de Efluentes

Efluentes Tratados e sua Reutilização


A maior potencialidade dos reuso de efluentes está relacionada com o setor urbano. A aplicação desses esgotos demanda de um sistema de tratamento eficiente e que pode custar caro. Após esse processo de tratamento os esgotos tratados se destinam a fins potáveis e não potáveis.


Reuso para fins potáveis:

            Os tratamentos avançados, os quais são requeridos para que haja um reuso de fins potáveis, muitas vezes são considerados inviáveis economicamente, e se falando de efluentes de origem das estações de tratamento de esgotos – onde a presença de compostos orgânicos e patogênicos é alta – não se pode garantir proteção à saúde pública, tendo em vista que esses efluentes necessitam de um padrão de potabilidade aceitável para que seja distribuição aos consumidores.


Reuso para fins não-potáveis:
          
           As práticas de reuso para fins não potáveis requerem menos cuidados e devem ser optadas primeiramente, quando o assunto é reuso urbano. Esse tipo de reuso não evolve riscos à saúde dos consumidores, sendo que a aplicação dessa água será voltada para recreação (jardins, centros esportivos, sistemas decorativos aquáticos, etc.), reserva de proteção contra incêndios, descarga sanitária e também para lavagem de veículos, por exemplo. Os problemas que envolvem esse tipo de reuso são os custos e as dificuldades operacionais. Porém deve-se levar em consideração um paralelo entre custo e benefício da atividade.

Reuso de efluentes na área Industrial:

            Nas indústrias existe um crescimento das práticas de reuso da água, considerando seu alto custo e visando uma economia. A potencialidade deste ramo está relacionada principalmente com a reaplicação da água nos sistemas de torres de resfriamento, nas caldeiras, na construção civil, na irrigação de áreas verdes, na lavagem de pisos e de forma geral na reintegração do efluente nos processos industriais.


Reuso para fins agrícolas:

            A demanda de água para fins agrícolas requer um planejamento para reutilização que seja compatível com o gasto, a fim de repor significativamente as perdas envolvidas. O principal insumo utilizado na agricultura é a água, e sua aplicação atinge níveis insustentáveis, o que requer uma gestão adequada dos recursos hídricos. A prática de reuso dos esgotos na irrigação tem aumentado à medida que se tem dificuldades para identificar fontes alternativas de água para a atividade, bem como a necessidade de se adquirir práticas que não causem impactos sobre os recursos naturais. O custo elevado dos sistemas de tratamento necessário para que possa se realizar a descarga de efluentes em corpos receptores, também auxilia na opção por reuso, que tem sido bastante valorizada por órgãos gestores dos recursos hídricos.


Benefícios da reutilização na agricultura:

            Os benefícios dessa reutilização, na agricultura, são vistos na recuperação econômica e no aumento da produtividade agrícola – se houver administração correta da aplicação dos esgotos tratados.
            Alguns tipos de lodos ativados, resultantes de processos de tratamento de esgotos, são ricos em Nitrogênio, Fósforo e Potássio – que servem de fertilizantes, acrescentando nutrientes à planta e ao solo. Além disso, é possível aumentar a área irrigada e efetuar múltiplas colheitas durante todo o ano.


Benefícios gerais:

            Conseqüentemente a todos os processos de reuso, a saúde pública e o meio ambiente são favorecidos através: da diminuição das descargas de esgotos em corpos d’água, da preservação dos recursos subterrâneos, da conservação do solo, e também através do aumento produtivo de alimentos.


Efeitos Negativos:

         É importante ressaltar que alguns efeitos negativos podem ocorrer nas práticas de irrigação, como por exemplo: poluição por nitratos de aqüíferos subterrâneos que são utilizados para abastecimento de água. Isso acontece quando o aqüífero tem características porosas que permitem a percolação de nitratos, sendo, por isso, importante conhecer a região onde será adotada a prática de irrigação com reuso. Pode ainda, ocorrer o acúmulo de contaminantes químicos no solo, isso vai depender da qualidade dos esgotos. 


Como evitar esses problemas:

        Como dito anteriormente, os esgotos mais recomendáveis para reuso são aqueles de origem estritamente doméstica. A implantação de um sistema de drenagem pode minimizar os processos de salinização dos solos irrigados. E outro fator importante: deve-se descontinuar a aplicação de esgotos por longos períodos a fim de evitar a proliferação de vetores e também os problemas relacionados com o solo.







Obrigada pelas visitas!

Por: Marcela Barquet