18 junho, 2010

Papel ecologicamente correto

Já pensou em descartar um papel no jardim de sua casa, e daí alguns dias ter pequenos pés de cravos, salsinha, majericão ou então rúcula brotando dele?
Essa é a moda do "ecologicamente correto". Esse tipo de papel serve como papel de carta, envelopes, convites e outros. O produto contém sementes, que se enterradas e regadas se desenvolvem. “A ideia é de ser um papel que, em contato com o solo, se decomponha mais facilmente no meio ambiente e possa germinar”, conta Valéria Bianchini, coordenadora do Projeto Tear. A instituição atua em parceria com a Prefeitura de Guarulhos, na Grande São Paulo, oferecendo oficinas a pessoas com transtornos mentais. Um dos trabalhos é produzir convites e cartões de visita que contêm sementes.
 Não seria ótimo temperar a sua salada com a salasinha que brotou do papel que você jogou fora?! Essa ideia ja existe a mais de dois anos, e está ganhando a atenção do mercado. Leia mais no site G1 e também no site da Globo Minas.




Fonte: G1 e Globo Minas - Gestão Ambiental.

25 maio, 2010

Movimentos Ambientalistas no Brasil



Como surgiu o Movimento Ambientalista?

Na década de 1960 surge uma chamada revolução ambiental norte-americana, onde cresce uma preocupação da população com os problemas ambientais. A partir dos anos 70 essas preocupações se expandem pelo Canadá, Europa, Japão, Nova Zelândia, Austrália, e na década de 80 atingem a América Latina, Europa oriental, União Soviética e Sul e Leste da Ásia. Junto com essa preocupação surgem grupos ambientalistas globais, que lutam pela proteção do meio ambiente, e também agências do governo encarregadas desta proteção. As empresas já se preocupam com a redução da poluição. A partir daí o ambientalismo se transformou em um movimento de vários setores. Nas décadas de 70 e 80 surgem conferências sobre meio ambiente, e na década de 90 as empresas que começam a atuar seguem um protocolo de mercado-verde, onde se impõe um cuidado com o meio ambiente. No Brasil essa constituição do ambientalismo se situa nos anos 70, quando começam a configurar-se propostas provenientes do Estado e da sociedade civil. No final dos anos 80 e em 1990 o ambientalismo brasileiro marca uma mudança, pois o movimento que se interessava por problemas ecológicos não se vinculava ao tema do desenvolvimento socioeconômico, onde a economia e a ecologia eram percebidas como realidades opostas.  Com a acentuação da crise econômica, a aceitação de desenvolvimento sustentável deveria estar relacionada com a proteção ambiental, e não isoladamente. Observando os acontecimentos, este ano de 1990 definiu uma posição clara, onde não se falava em proteção ambiental isoladamente, mas se visava atingir um novo estilo de desenvolvimento, que atendesse as demandas de forma apropriada. Sendo assim, o desenvolvimento sustentável passou a ser o paradigma do movimento ambientalista.
Por Marcela Barquet.

Fonte: MONTIBELLER-FILHO, Gilberto. O Mito do Desenvolvimento Sustentável: meio ambiente e custos sociais no moderno sistema produtor de mercadorias. Tese, Programa Interdisciplinar de Doutorado em Ciências Humanas: Sociedade e Meio Ambiente/ CFH-UFSC, 1999.

24 maio, 2010

Projeto Mandalla



O projeto Mandalla é conhecido como a iniciativa de Agricultura Familiar, que se baseia em uma produção sustentável e com baixa necessidade energética para seu funcionamento. A estrutura da Mandalla reproduz o Sistema Solar, é composto por círculos concêntricos, onde a base é um reservatório de água, onde são criados animais aquáticos. Este centro é responsável pela distribuição de água aos círculos que compõe a Mandalla. Estes círculos por sua vez, representam o cultivo de hortaliças, plantas medicinais, ou qualquer tipo de vegetação que possa ser consumida ou comercializada posteriormente.
O Sistema Mandalla conta com diversos fatores que contribuem para que seja conhecido como um tipo de agricultura onde a quantidade de desperdício é quase zero. Para isso, existe um sistema de dispersão da água com microaspersores cilíndricos que reduzem o consumo de água e conseqüentemente evitam os efeitos erosivos e alagamentos.


Fonte: Trabalho apresentado pelo grupo: Ana Caroline Nogueira, Daniel Carlos, Marcela Barquet e Peterson - 1º Período de Gestão Ambiental - IFTM Uberaba.

Imagem disponível em: www.acari-rn.com.br/permacultura.htm

22 maio, 2010

Aquecimento Global



É realmente muito expressivo! Parabéns ao criador!

20 maio, 2010

Solos e Suprimento Mundial de alimentos



A população mundial vem crescendo grosseiramente, o que de certa forma se dá pelos avanços tecnológicos e científicos. Os índices de mortalidade têm reduzido graças às grandes descobertas da ciência médica. Por exemplo, o uso de pesticidas que mantém o controle de mosquitos transmissores de doenças. Além disso, os serviços de atendimento médico, ainda que precários, estão em constante desenvolvimento. Todos esses parâmetros levam à duplicação da população, em vista dessa situação deveria haver uma demanda de alimentos e solo para suprir as necessidades de uma população maior, é exatamente isso que não tem acontecido. As áreas cultiváveis estão se esgotando, e a ameaça à inanição nunca foi maior do que em qualquer época anterior.





A degradação da terra e a desertificação são sérios problemas globais que afetam 33% da superfície terrestre e 2,6 bilhões de pessoas. Apenas na América Latina, mais de 516 milhões de hectares são afetados pela desertificação, resultando na perda anual de 24 bilhões de toneladas da camada arável do solo. Devido a tantos impactos, a escassez do solo, ocasiona a diminuição de alimentos e leva ao aumento de doenças, morte e miséria.


A falta de alimentos atinge o mundo inteiro, e um dos principais fatores da subnutrição é a falta de solos aráveis.



Como manter a qualidade do solo?

- Melhorando as tecnologias agrícolas;
- Criando novas variedades de culturas adaptadas;
- Fator irrigação e drenagem;
- Fontes alternativas de fertilização (Adubação Verde);
- Manuseando corretamente o solo;
- Incorporação de matéria orgânica à camada de superfície;
- Caracterização dos solos;
- Pesquisas de solos nas regiões em desenvolvimento;
- Mão-de-obra especializada.


Curiosidade

A impermeabilização do solo, por meio de asfalto e calçadas cimentadas, interfere na infiltração de água no solo. Isso gera um escoamento superficial alto, e com isso existe o risco de erosão do solo em algumas áreas. Conserve na calçada de sua casa uma área gramada, assim você ajuda no processo de infiltração e evita a degradação do solo.
Fonte: Solos e Suprimento mundial de alimentos - alterado por Marcela Barquet - Gestão Ambiental - 2010.

15 abril, 2010

Tragédias 2010 - Por Marcela Barquet











As tragédias não deram trégua nem mesmo na virada do ano. O Brasil entrou em 2010 deixando pra trás vidas e cartões postais. Em Angra dos Reis um deslizamento de terra acabou com as esperanças de um ano próspero para muitas pessoas. Daí por diante não houve trégua... as manchetes de jornal anunciavam: "Haiti sofre com tragédias"; "Terremoto na China"; "Tremor em Taiwan"; "Turcos dormem na rua com medo de novos tremores"; "Passa de 300 o número de mortos atingidos pelo terremoto no Chile"; "O Rio de Janeiro está em situação de risco"; "O Morro do Bumba desaba e o número de desaparecidos cresce", "A chuva continua e dificulta o trabalho de bombeiros em Niterói". São tantas tragédias em apenas 4 meses, que parece difícil acreditar em um mundo melhor. Muito antes da chuva em Niterói, das construções no Morro do Bumba, da ocupação inadequada da poplução houve um certo impacto naquele local, que na década de 70 serviu como moradia para muitos sacos de lixo. A situação era totalmente imprópria, as pessoas ajeitavam suas construções lado a lado subindo o morro, se acomodavam em espaços pequenos fazendo "daquilo" o seu lar. Com certeza esse não era o sonho dessas pessoas que estavam ali.
Muitos não acreditam, ou não querem ver que uma coisa tem a ver com outra. Será mesmo que tanta exploração do Meio Ambiente, será que tanta poluição, e que tanto descaso não tem relação alguma com essas reações da natureza??
Ainda não existem estudos pra comprovar essas relações, mas acho que vale a intenção de fazer pensar.
Tem pessoas que dizem "Sustentabilidade? Para as gerações futuras né? Ahh.. até lá eu nem vou estar vivo. Por que me preocupar?". Saber que existem pessoas tão despreocupadas é como um banho de água fria que faz muitas pessoas desistirem da luta por um mundo mais saudável. Você não tem que revolucionar o seu cardápio e passar a comer vegetais de um dia pro outro, nem mesmo tem que se abdicar todos os dias do conforto do seu carro, mas bem que você poderia gastar 30 minutos do seu dia para se educar ambientalmente, e passar os seus conhecimentos à frente.
Pense no mundo em como ele está agora, e lembre-se de que ele não é só seu! Mas não é por isso que você deve esperar que outras pessoas façam o certo, enquanto você se considera apenas mais um.
Por Marcela Barquet

05 abril, 2010

A poluição do Ar





Introdução

A poluição atmosférica é um dos problemas mais sérios das cidades e também um dos que mais atingem os sentidos da visão e do olfato. A poluição do ar é resultado do lançamento de enorme quantidade de gases e materiais particulados na atmosfera ou então de elementos ou partículas que naturalmente não aparecem na composição atmosférica, como é o caso do chumbo, das poeiras industriais. Em geral, os veículos automotores são os principais responsáveis pela poluição do ar, com destaque para milhares de automóveis particulares que rodam nas grandes cidades dos países desenvolvidos e em muitas cidades dos subdesenvolvidos.

Impactos sobre a Vegetação
Sobre a vegetação os poluentes do ar entram em contato com os estômatos (poros) das folhas, diminuindo a produtividade e a qualidade dos produtos, principalmente na agricultura. O custo dos produtos podem variar, e a época de venda pode ser adiantada ou atrasada. Os poluentes atmosféricos podem afetar a vegetação por duas vias: via direta e via indireta. Os efeitos directos resultam da destruição de tecidos das folhas das plantas provocados pela deposição seca de SO2, pelas chuvas ácidas ou pelo ozônio, refletindo-se na redução da área fotossintética. Os efeitos indiretos são provocados pela acidificação dos solos com a conseqüente redução de nutrientes e libertação de substâncias prejudiciais às plantas, resultando numa menor produtividade e numa maior susceptibilidade a pragas e doenças. Diferentes espécies de vegetação e variedades dentro das espécies diferem na sua suscetibilidade a poluentes particulares. Os principais poluentes que causam danos às plantas são: dióxido de enxofre, ozona, etileno, cloro, amônia, gás sulfídrico, ácido sulfúrico, etc.

Impactos sobre os Materiais
Os diversos poluentes do ar, emitidos em grande escala por veículos e industrias podem correr, enferrujar, sujar e quebrar superfícies como: imóveis, monumentos, prédios, metais, etc. Os gases reativos como o ozônio e o dióxido de enzofre, são responsáveis por danificar tecidos, descolorir tingimentos, escurecer metais, erodir prédios e etc. Além disso o material particulado que sedimenta é responsável pela sujeira do ambiente, e pela poeira nos centros regionais. Todos esses poluentes em contato com materiais podem causar danos iguais aos que afetam a saúde humana.

Impactos sobre a Saúde Humana e sobre o Meio Ambiente
Se a concentração de poluentes do ar aumenta, sérios problemas de saúde acabam ocorrendo. O fenômeno da inversão térmica segura os poluentes próximo à superfície, ocasionando a baixa da qualidade do ar, tanto para a saúde humana quanto para o meio ambiente do local, que fica vulnerável às alterações do ar, não conseguindo realizar suas atividades. As árvores por exemplo são afetadas em seu sistema de respiração, pois ficam expostas aos poluentes. Sobre a saúde humana a poluição atmosférica afeta o sistema respiratório podendo agravar ou mesmo provocar diversas doenças crônicas tais como a asma, bronquite crônica, infecções nos pulmões, enfisema pulmonar, doenças do coração e cancro do pulmão.
O clima do planeta também é afetado pela poluição atmosférica. O fenômeno do efeito estufa está aumentando a temperatura no planeta Terra. Ele ocorre da seguinte forma: os gases poluentes formam uma camada de poluição na atmosfera, impedindo a dissipação do calor. Desta maneira, o calor fica concentrado nas camadas baixas da atmosfera, provocando mudanças no clima. Pesquisadores afirmam que já está ocorrendo a elevação do nível de água dos oceanos, provocando o alagamento de ilhas e cidades litorâneas. Muitas espécies animais poderão entrar em extinção e tufões e maremotos poderão ocorrer com mais freqüência e intensidade.

02 dezembro, 2009

O Aquífero Guarani





Aquíferos são depósitos de água situados sob a superfície terrestre. Um deles é o aqüífero Guarani, um dos maiores mananciais de água doce subterrânea transfronteiriços do mundo, que abrange quatro países: Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. Tem uma extensão de quase 1,2 milhão de quilômetros, dos quais 840 mil estão no Brasil (Mato Grosso do sul, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Góias, Mato Grosso e São Paulo). Existe um entusiasmo em relação à descoberta desse aqüífero, pois ele abriga águas muito profundas, que, de maneira geral, apresentam boa proteção contra agentes poluidores e estão muito mais protegidas do que os rios e lagos, os mananciais normalmente utilizados. Além disso, ele está localizado em uma região de grande concentração populacional com alta demanda por água potável. Há projetos de expansão do uso dessa água para fins energéticos, agropecuários e até de energia termal para co-geração de energia elétrica. O risco envolvido é grande, uma vez que a abertura de diversos poços, muitas vezes sem a fiscalização adequada, pode facilitar a contaminação do aqüífero.
Diversos projetos estão sendo realizados para estudar o aqüífero e detectar possível radioatividade das águas e criar um modelo de proteção e gestão de uso.


Fonte: Como cuidar do seu meio ambiente. Coleção Entenda e Aprenda. 2ª ed. rev. e ampl. - São Paulo, 2004. Vários Colaboradores.

01 dezembro, 2009

Desenvolvimento Sustentável


O Desenvolvimento Sustentável (DS) "propõe" uma neutralização no uso de recursos naturais, tendo como base a questão de conciliar o crescimento econômico mundial, preservando o meio ambiente e mantendo a integridade dos recursos naturais, que serão vitais para futuras gerações.


Essa definição surgiu na Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, criada pelas Nações Unidas para discutir e propor meios de harmonizar dois objetivos: o desenvolvimento econômico e a conservação ambiental.




05 maneiras para ajudar o Planeta




1 - Aposente o carro e outros meios de transporte sempre que possível. Um dos gases responsáveis pelo efeito estufa é o dióxido de carbono (CO2), e a maior parte dele vem da queima de combustíveis.


2- Substitua aquelas lâmpadas incandescentes (geralmente amarelas) pelas fluorescentes (as brancas). Apesar de serem um pouco mais caras, elas duram até dez vezes mais, são mais eficientes e economizam até um terço de energia elétrica.


3- Passe a separar o lixo na sua casa em seco e molhado. Isso é fundamental, porque um copo sujo de cafezinho pode inutilizar quilos de papel reciclável. No lixo seco vão papéis, vidros e plásticos. No molhado ficam os restos de comida. Reúna os vizinhos e organize um sistema de coleta seletiva.

4- Use sacolas de pano ao ir no supermecado, evite adquirir uma infinidade de sacolas de plástico.



5- O consumo excessivo é um dos grandes vilões da degradação ambiental. E você pode influenciar a responsabilidade ambiental das empresas. Sempre prefira produtos de quem respeita o meio ambiente. E evite o desperdício: use ao máximo o que você compra.

Gestão Ambiental, o que é?


“Constituição Federal - Art. 225. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.”


A gestão ambiental (GA) é uma prática muito recente, que vem ganhando espaço nas instituições públicas e privadas. Através dela é possível a mobilização das organizações para se adequar à promoção de um meio ambiente ecologicamente equilibrado. Seu objetivo é a busca de melhoria constante dos produtos, serviços e ambiente de trabalho, em toda organização, levando-se em conta o fator ambiental. Atualmente ela começa a ser encarada como um assunto estratégico, porque além de estimular a qualidade ambiental também possibilita a redução de custos diretos (redução de desperdícios com água, energia e matérias-primas) e indiretos (por exemplo, indenizações por danos ambientais).