12 março, 2011

Todos juntos pela "Hora do Planeta"

Olá pessoal! Hoje a postagem vem baseada em uma causa nobre. Todos aí já ouviram falar sobre a "Hora do Planeta", mas quantos praticam e realmente apagam as luzes de casa na data e hora combinada?! (Te peguei!)
Bom, o material que estou disponibilizando aqui está livre para download também no site do Movimento promovido pela WWF. 

Pra quem tiver interesse, aqui estão alguns modelos de Plano de Fundo e um Background pro Twitter! 
Pra baixar o restante do conteúdo, é só se cadastrar através desse link.
Aproveitem, e ajudem a espalhar essa ideia! 
 


 

25 fevereiro, 2011

Saindo da Revolução Verde - Agroecologia em alta!

Talvez a primeira coisa que passe pela cabeça de muita gente quando ouve o termo 'agroecologia' seja alimentos orgânicos, produzidos sem o uso de agrotóxicos, adubos químicos ou mudanças genéticas. O que nem todo mundo sabe é que os princípios de agroecologia vão muito além disso. 
A agroecologia é uma ciência que busca oferecer princípios, conceitos e metodologias para fazer a transição dos atuais modelos de agricultura para modelos mais sustentáveis ecologicamente.

Revolução Verde

O conceito de agroecologia é relativamente novo, embora as práticas que acabam resultando do emprego da agroecologia são bastante antigas. Afinal durante a maior parte da história a agricultura era feita sem insumos sintéticos, respeitando o ciclo da natureza.
No século passado - após as guerras -  a agricultura começou  a se artificializar de forma cada vez mais rápida. Máquinas de guerras foram adaptadas para a agricultura; venenos usados como armas químicas foram ajustados para combater pragas. As sementes passaram a ser desenovolvidas por empresas e hoje se usam  sementes híbridas - produzidas a partir da polinização cruzada de plantas, para ter melhores caracterísicas de ambas. Apenas a primeira geração serve para o plantio, o que significa que os produtores precisam comprar novas sementes. A fertilização dos solos passou a depender de insumos químicos. Com isso o controle dos agricultores passou para algumas empresas. A introdução desse 'pacote tecnológico', caracteriza o que chamamos de revolução verde. Além da degradação ambiental, esse modelo gerou também um processo de expulsão das populações do meio rural. Os impactos começam a ser percebidos e algumas alternativas começam a ser pensadas.



Partindo pra sustentabilidade:

A agricultura sustentávael - agroecologia - deve atender a oito críterios:

- baixa dependência de insumos;
- uso de recursos renováveis localmente acessíveis;
- utilização de impactos benéficos ao meio ambiente local;
- tolerância em relação às condições ambientais locais;
- manutenção a longo prazo da capacidade produtiva;
- preservação da diversidade biológica e cultural;
- utilização do conhecimento das populações locais;
- produção de mercadorias também para o consumo interno e não só exportação.

E principalmente, esse sitema deve atender as necessidades sociais, considerando aspectos culturais, preserar os recursos ambientais, considerar a participação política - não é uma regra - e permitir a obtenção de resultados econômicos. Como sempre, atitudes sustentáveis se baseiam no famoso tripê  - social, econômico e ambiental.

Mas então, se avaliarmos bem, percebemos que o conceito de agroecologia está na contramão do modelo produtivo adotado atualmente no Brasil - baseado no agronegócio, visando lucro e grande produtividade, artificializando a natureza, degradando, explorando o trabalhador, etc. Esse tipo - o monocultivo - é considerado insustentável.

Vale lembrar que o modelo sugerido aqui, foi incorporado por movimentos sociais na luta por direitos. A agroecologia propôs assegurar o acesso à terra.

Sim, a agroecologia questiona esse modelo de desenvolvimento e aponta soluções. Por exemplo, a proposta de uma agricultura familiar que reposnda aos desafios da sociedade de hoje: crise ecológica, crise social de esvaziamento do campo, de desvalorização de pequenos produtores. Acredito que seja uma visão para agricultura não capitalista.

Tudo bem, a agroecologia se opõe ao sistema de agronegócio. Mas nem por isso ele pode deixar de ser destrutivo e se tornar mais 'verde'. Na verdade essa transição já está acontecendo em alguns locais. Alguns nichos de mercado produzem, dentro da proposta de agronegócio, produtos orgnânicos. São os chamados 'agronegócios verdes, ou sustentáveis.'
Mas uma questão a se debater: alimentos orgânicos = alto valor agregado. Sim. Mas existem pessoas - de classe média alta- que aceitam pagar por alimentos saudáveis. E é aí que está a lógica do agronegócio. Entendeu?!

O problema está em convencer essa classe-média-alta-que-está-disposta-a-pagar-por-uma-vida-mais-saudável, que exitem outros elementos importantes. Daí vem o estimulo para a efetividade da agroecologia.

O trabalho tem que se focar em mudar essa visão de que a agroecologia não é viável economicamente, que os agricultores não vão conseguir recursos se não usarem os chamadnos insumos modernos. Lembrando que os projetos agroecológicos podem receber ajuda com créditos rurais e financiamento através de bancos. Mas vale entender, que nem por isso deve-se fugir dos principios sustentáveis, hein?!

Bom, espero que tenham gostado do assunto e mais do que isso, tenham se interessado pela causa. 
Obrigada pela visita!

Bora falar sobre isso no twitter? @rec_as_ideias
Marcela Barquet

18 fevereiro, 2011

Programa de Prevenção à Poluição - Como implantar?

A poluição preventiva (P2), refere-se a qualquer prática, processo, técnica e tecnologia que visa a redução/ eliminação em volume, concentração e toxidade dos poluentes na fonte geradora. Inclui algumas modificações nos equipamentos, processos ou procedimentos, reformulação ou replanejamento de produtos, substituição de matérias-primas, eliminação de substancias tóxicas, otimização do uso de matérias-primas e energia e outros recursos naturais.

            A implementação de P2 implica no desenvolvimento de um programa, que afeta desde a direção da empresa até a avaliação do desempenho desse programa. Após o fim do programa novas metas devem ser estabelecidas, e o ciclo se renova.
            Para que o programa possa se realizar com eficiência, deve haver um comprometimento de todas as pessoas envolvidas. Sendo que estas devem ser sistematicamente informadas sobre o seu andamento. 

A seqüência para o desenvolvimento de P2 é:


• Comprometimento da direção da empresa

A empresa, onde se vai implantar um programa de P2, deve ter comprometimento com as etapas do processo. Esse comportamento será alcançado através da otimização do uso e recuperação dos recursos disponíveis (água, energia, matérias-primas, etc), substituição de matérias-primas e mudanças nos processos produtivos, aquisição de tecnologias limpas, melhoria e manutenção dos equipamentos, e também através da implantação de um programa de conscientização de todos os funcionários.
Esse comprometimento contribui para o desenvolvimento do programa. Isso deve ser expresso através de uma declaração.


• Definição da equipe de P2

A equipe será formada por pessoas de diversos setores da empresa, para aja uma troca de experiências e integração dos funcionários. O número de pessoas vai depender do tamanho e da estrutura da empresa, e essa equipe deverá ter um líder, que esteja “por dentro” dos fatores operacionais da indústria.
           


• Estabelecimento de prioridades, objetivos e metas

A partir dos dados da empresa deverá ser estabelecida uma política ambiental, com ênfase nos princípios da P2. A equipe formalizada será responsável pela implantação e manutenção do programa. Os objetivos e metas estabelecidos pela equipe deverão estar de acordo com a Declaração de Intenções, liberada pela empresa. Sendo que deve haver gestão ambiental, para o aprimoramento desse programa.


• Elaboração cronograma de atividades

Deve haver um cronograma para a execução do programa e de suas atividades.

           
Disseminação de informações sobre P2

Deve ser criado um plano de treinamento, para que todos possam acompanhar o seu desenvolvimento. A disseminação de informações sobre prevenção à poluição visa assegurar que o
programa se torne assunto do dia a dia, bem como aumentar a conscientização e a participação de
todos os funcionários. Para isso, a equipe pode-se valer de uma série de recursos, tais como: cartazes, circulares, memorandos, reuniões setoriais, realização de eventos com a participação de palestrantes externos, apresentação de vídeos sobre experiências bem sucedidas, treinamentos, programa de premiações de funcionários. Além diso, a comunidade também deve ser informada sobre os procedimentos.


• Levantamento de dados

O levantamento de dados deve reunir o máximo possível de informações que auxiliem na caracterização do processo industrial. Estas informações devem abranger desde a matériaprima e demais insumos (energia elétrica, produtos auxiliares, água, etc.), até o total de resíduo gerado, devendo as mesmas constarem do fluxograma de produção da indústria. Este deve ser apresentado de modo que as informações possam estar disponibilizadas por linha de processo.
O levantamento de informações relativas ao gerenciamento dos resíduos gerados na empresa será fundamental na fase de identificação e seleção de oportunidades. Por meio destes dados, será possível avaliar os custos reais envolvidos no tratamento e disposição dos resíduos gerados e verificar o retorno financeiro de um investimento em P2.



• Definição de indicadores de desempenho

Após o levantamento de dados, devem ser definidos indicadores de desempenho, que deverão ser quantificáveis e medidos antes e após a implantação das medidas de P2, permitindo assim uma avaliação comparativa entre a situação da empresa antes e após a implementação do programa, bem como uma análise dos ganhos obtidos em termos ambientais e econômicos.

• Identificação de oportunidades de P2

Deve ser efetuada uma avaliação detalhada dos processos produtivos da empresa, com ênfase nos pontos que contribuem para a geração de resíduos. É necessário também avaliar os aspectos relativos ao tipo, toxicidade e quantidade dos resíduos gerados, a quantidade e toxicidade das matérias-primas utilizadas, o custo envolvido no tratamento de efluentes líquidos e disposição dos resíduos gerados, a legislação vigente e o risco à saúde ocupacional dos trabalhadores. O resultado desta avaliação permitirá a identificação das melhores opções para redução ou
eliminação dos poluentes gerados.


• Levantamento de tecnologias

O levantamento das tecnologias hoje disponíveis no mercado pode apontar opções viáveis para a implementação de ações de P2. No entanto, alguns aspectos devem ser considerados pela equipe de P2, quando realizar um levantamento de tecnologias, que dentre outros se destacam: identificar as tecnologias que melhor se apliquem às necessidades do interessado; conhecer a legislação em vigor, para avaliar possíveis conseqüências relativas à alteração e/ou substituição de equipamentos; caracterizar e avaliar os efluentes gerados, a fim de propor a sua segregação dentro dos Processos.

• Avaliação econômica

Qualquer medida de P2 que ofereça uma redução de custo direto ou indireto relacionada à geração, manuseio e tratamento de resíduos ou de custos operacionais e que não envolva custos de investimentos iniciais, pode ser considerada economicamente viável. O estabelecimento de um Sistema de Alocação de Custos onde cada setor/unidade de produção seja debitado pelo custo da geração e gerenciamento do resíduo que gera e pela sua
respectiva parcela de custos indiretos da empresa é muito importante, pois oferece dados para a avaliação econômica do investimento em prevenção à poluição assim como para a conscientização dos funcionários sobre os custos associados à geração de resíduos e desempenho ambiental do setor/unidade de produção. Os investimentos em prevenção à poluição podem afetar os custos relacionados ao atendimento da legislação ambiental, imagem da empresa, saúde e segurança do trabalhador, prêmios pagos à seguradoras, custos indiretos e outros relacionados ao gerenciamento da empresa como um todo, trazendo benefícios indiretos de difícil mensuração à curto prazo, mas significativos à empresa como um todo a médio e longo prazo.

• Seleção das medidas de P2

Ao selecionar as medidas a serem implantadas, a equipe de P2 deve considerar os
benefícios imediatos decorrentes da implantação e o seu significado para a empresa. A avaliação desses benefícios podem ser questionadas como por exemplo: ganho ambiental, se haverá melhoria da qualidade do produto, na eficiência do processo ou na saúde do trabalhador, se haverá maior facilidade em atender aos requisitos legais, se  haverá um melhor relacionamento com as agências de controle ambiental ou com a comunidade e se haverá retorno financeiro a curto, médio ou longo prazo.
As medidas de P2 devem ser avaliadas e adotadas de acordo com as suas viabilidades técnicas e econômicas. Aquelas que não forem nem técnica nem economicamente viáveis devem ser adiadas. As demais, selecionadas a critério da empresa, deverão ser priorizadas e implementadas, providenciado-se, quando necessário, fundos de capital específicos para a execução do programa.



• Implementação das medidas de P2

Deve-se iniciar a implementação das medidas, de acordo com as metas e objetivos estabelecidos no programa e segundo um cronograma que leve em conta os projetos a serem executados.
Na aplicação das medidas de P2, muitas técnicas podem ser utilizadas, dentre elas destacam-se as seguintes: alteração do layout, controle de estoque (produtos químicos), manutenção preventiva, melhorias nas práticas operacionais, mudança de processo/tecnologia (P+L), Reuso, reformulação ou replanejamento dos produtos, reciclagem interna ao processo, substituição de matéria prima, substituição ou alterações de equipamentos, segregação de resíduos e treinamento.

• Avaliação dos resultados

Esta etapa tem como objetivo verificar os benefícios e ganhos, do ponto de vista ambiental e econômico, advindos da implantação do programa de P2, assim como avaliar os problemas e barreiras encontrados durante a sua implementação. Recomenda-se que a avaliação do programa de P2 seja realizada periodicamente, a fim de solucionar possíveis problemas e evitar o surgimento das mesmas falhas.
A avaliação dos resultados é realizada a partir da comparação dos indicadores de desempenho (item 3.5), que foram medidos antes e após a implantação das medidas de P2. De posse destes dados, será possível quantificar os ganhos decorrentes da implementação do programa de P2.

• Manutenção do programa

A chave para a manutenção de um programa de P2, que permitirá a sua sustentabilidade dentro da empresa, é a conscientização e a participação dos funcionários, em todos os níveis, incluindo a direção da empresa.
O aprimoramento contínuo permitirá que a empresa se mantenha sempre atualizada com as inovações tecnológicas e as alterações da legislação ambiental, além de promover a melhoria da eficiência nos seus processos produtivos e assegurar o envolvimento de todo o corpo funcional e das partes interessadas no programa de P2.


03 fevereiro, 2011

O que um Rondonista tem pra contar?

Olá companheiros!
Estou de volta a Minas Gerais depois de 15 dias de muito trabalho no Piauí.
Muita coisa trouxemos na bagagem, que não voltou com apenas 5 quilos a mais que o permitido, mas voltou com experiências únicas e inestimáveis.
Por muitos lugares passamos, em cada parada uma história diferente e um sorriso sincero de boas-vindas de cada morador.
As crianças... nos acompanhavam pra cima e para baixo, com um olhar humilde sem entender muito bem o que faziamos ali, mas tinham a certeza que seriam preenchidas por nosso simples abraço. Eram tantas querendo chegar perto de nós, que muitas vezes os gestos eram mecânicos e instintivos, nada de muito caloroso ou sentimental, - isso não significava má vontade, mas sim nosso tempo escasso e a falta de costume com tanta carência exposta - mas para aquelas crianças significava muito mais que um abraço, um beijo ou sorriso, aquilo era motivo de orgulho. Pois elas saiam dali contando às outras que foram abraçadas por um daqueles "amarelinhos", e isso as tornavam mais 'especiais'.
Foi tudo muito maravilhoso, os dias eram preenchidos por atividades das 08:00 às 21:00 horas - tirando as madrugadas destinadas aos relatórios finais. Eram dias tão corridos que hoje me sinto inútil, pois acordo e não tenho horários pra seguir, não existe público algum esperando para me ouvir durante 3 horas seguidas, não existem crianças na porta da minha casa às 7 da manhã e muito menos preocupação com o dia de amanhã. Parece que meus dias são vagos, pois não faço quase nada que beneficie alguém além de mim.
Exercer o papel de cidadã durante 15 dias e logo depois voltar a uma vida monótona não faz sentido. É essa uma outra mudança que os rondonistas devem sentir. Com certeza é!
E esse é o primeiro passo pra uma mudança local. Pretendo aplicar aqui, um pouco do que fui lá!
Não fui Rondonista do ano de 2011. Serei Rondonista enquanto tudo que vivi estiver pulsando aqui dentro. E isso não vai parar de pulsar tão cedo pelo que vejo.

O que um Rondonista tem pra contar? Não dá pra escrever, legendar, falar, desenhar ou qualquer coisa do tipo. É sentimento demais, que não cabe em nada disso. Seja um Rondonista e entenda!

Obrigada!
Estou de volta, com muita saudade desse espaço!
Beijos...
Marcela Barquet

11 janeiro, 2011

Informativo

Olá companheiros do blog!

Devo informá-los que vou me ausentar por mais ou menos 20 dias durante esse mês. Estou fazendo parte da equipe do Projeto Rondon. Embarcamos para o Piauí no próximo dia 15. 

Enquanto isso, vocês podem acompanhar o que acontece por lá através do Blog criado pelo nosso Coordenador, o Prof. André Faro.
 Sempre que possível iremos postar fotos e contar sobre trabalho desenvolvido pelo grupo da Operação Zabelê. (Fabio, Fernanda, Mariana, Edson, Gustavo, Priscila, Marcela e Ayza -  Professores Paulo Roberto Ribeiro e André de Mattos Faro)

Em breve estarei de volta. Um abraço a todos vocês!

Caso o link não funcione, aqui vai o url do blog que mencionei: http://www.rondoniftm.blogspot.com/

15 dezembro, 2010

Reutilização de Efluentes

Efluentes Tratados e sua Reutilização


A maior potencialidade dos reuso de efluentes está relacionada com o setor urbano. A aplicação desses esgotos demanda de um sistema de tratamento eficiente e que pode custar caro. Após esse processo de tratamento os esgotos tratados se destinam a fins potáveis e não potáveis.


Reuso para fins potáveis:

            Os tratamentos avançados, os quais são requeridos para que haja um reuso de fins potáveis, muitas vezes são considerados inviáveis economicamente, e se falando de efluentes de origem das estações de tratamento de esgotos – onde a presença de compostos orgânicos e patogênicos é alta – não se pode garantir proteção à saúde pública, tendo em vista que esses efluentes necessitam de um padrão de potabilidade aceitável para que seja distribuição aos consumidores.


Reuso para fins não-potáveis:
          
           As práticas de reuso para fins não potáveis requerem menos cuidados e devem ser optadas primeiramente, quando o assunto é reuso urbano. Esse tipo de reuso não evolve riscos à saúde dos consumidores, sendo que a aplicação dessa água será voltada para recreação (jardins, centros esportivos, sistemas decorativos aquáticos, etc.), reserva de proteção contra incêndios, descarga sanitária e também para lavagem de veículos, por exemplo. Os problemas que envolvem esse tipo de reuso são os custos e as dificuldades operacionais. Porém deve-se levar em consideração um paralelo entre custo e benefício da atividade.

Reuso de efluentes na área Industrial:

            Nas indústrias existe um crescimento das práticas de reuso da água, considerando seu alto custo e visando uma economia. A potencialidade deste ramo está relacionada principalmente com a reaplicação da água nos sistemas de torres de resfriamento, nas caldeiras, na construção civil, na irrigação de áreas verdes, na lavagem de pisos e de forma geral na reintegração do efluente nos processos industriais.


Reuso para fins agrícolas:

            A demanda de água para fins agrícolas requer um planejamento para reutilização que seja compatível com o gasto, a fim de repor significativamente as perdas envolvidas. O principal insumo utilizado na agricultura é a água, e sua aplicação atinge níveis insustentáveis, o que requer uma gestão adequada dos recursos hídricos. A prática de reuso dos esgotos na irrigação tem aumentado à medida que se tem dificuldades para identificar fontes alternativas de água para a atividade, bem como a necessidade de se adquirir práticas que não causem impactos sobre os recursos naturais. O custo elevado dos sistemas de tratamento necessário para que possa se realizar a descarga de efluentes em corpos receptores, também auxilia na opção por reuso, que tem sido bastante valorizada por órgãos gestores dos recursos hídricos.


Benefícios da reutilização na agricultura:

            Os benefícios dessa reutilização, na agricultura, são vistos na recuperação econômica e no aumento da produtividade agrícola – se houver administração correta da aplicação dos esgotos tratados.
            Alguns tipos de lodos ativados, resultantes de processos de tratamento de esgotos, são ricos em Nitrogênio, Fósforo e Potássio – que servem de fertilizantes, acrescentando nutrientes à planta e ao solo. Além disso, é possível aumentar a área irrigada e efetuar múltiplas colheitas durante todo o ano.


Benefícios gerais:

            Conseqüentemente a todos os processos de reuso, a saúde pública e o meio ambiente são favorecidos através: da diminuição das descargas de esgotos em corpos d’água, da preservação dos recursos subterrâneos, da conservação do solo, e também através do aumento produtivo de alimentos.


Efeitos Negativos:

         É importante ressaltar que alguns efeitos negativos podem ocorrer nas práticas de irrigação, como por exemplo: poluição por nitratos de aqüíferos subterrâneos que são utilizados para abastecimento de água. Isso acontece quando o aqüífero tem características porosas que permitem a percolação de nitratos, sendo, por isso, importante conhecer a região onde será adotada a prática de irrigação com reuso. Pode ainda, ocorrer o acúmulo de contaminantes químicos no solo, isso vai depender da qualidade dos esgotos. 


Como evitar esses problemas:

        Como dito anteriormente, os esgotos mais recomendáveis para reuso são aqueles de origem estritamente doméstica. A implantação de um sistema de drenagem pode minimizar os processos de salinização dos solos irrigados. E outro fator importante: deve-se descontinuar a aplicação de esgotos por longos períodos a fim de evitar a proliferação de vetores e também os problemas relacionados com o solo.







Obrigada pelas visitas!

Por: Marcela Barquet

17 novembro, 2010

Introdução à Gestão de Recursos Hídricos - Como gerir?

Primeiramente é importante analisar a atual crise da água do planeta, pensando em uma maneira de gerir a água e que buscando responder as seguintes questões: porque e como cuidar da água.

A partir disso devemos levantar as seguintes informações:
- De onde vem a água?
- Quanta água nós temos, e de quanto precisamos?
- Conhecer o ciclo da água;
- Conhecer o ritmo das chuvas;
- Saber os índices de recarga e descarga das bacias;
- Ter uma relação entre o que precipita e o que infiltra;
- Saber da importância da infiltração;
- Saber qual a quantidade de água que escoa;
- Conhecer a qualificação do recurso hídrico de acordo com a ONU;
- E, saber qual o destino das águas (lagoas, rios e mares, por exemplo).

            É importante também conhecer o perfil das águas dentro de um determinado corpo d’água, sabendo então quais os períodos de secas e enchentes, saber o volume daquele corpo d’água e a sua velocidade.

            Devemos ainda ter o conceito de bacia hidrográfica, e saber qual a importância de se ter todas as informações dessa bacia, para poder geri-la. As informações básicas sobre uma bacia correspondem ao levantamento da população que habita essa região de bacias, saber qual a delimitação exata e qual a bacia de contribuição.

            É necessário ter as informações do uso potencial da água na região onde se pretende gerir. Nesse caso, o uso potencial pode ser voltado para a indústria, para o uso urbano ou agrícola. - Este último corresponde ao uso potencial em 59% no Brasil.
     
           Esse levantamento de dados, deve incluir todas as atividades que são realizadas no entorno de uma bacia, como por exemplo: se existe lançamento de esgotos, aplicação de herbicidas e pesticidas, se o solo da região está erodido, se existe agricultura ou pecuária na região, etc. A fim de saber os riscos que estas atividades causariam na dinâmica da bacia.

            Ter imagens de satélite, também auxilia na organização geral desses dados, pois é possível analisar a área que será trabalhada e identificar os elementos que estão em seu redor.

            Para saber qual deve ser o grau de proteção do recurso em questão deve-se levar em questão a qualidade da água desse manancial e ainda, saber se ele possui zonas de recarga subterrânea.

            Baseando-se em todos esses dados, devemos ainda nos atentar às legislações pertinentes. Tais como: Política Nacional do Meio Ambiente (Lei Federal 6938/ 1981), Códigos Florestais, Lei das águas, Política Nacional de Recursos Hídricos e na Constituição Federal (Artigo 225, por exemplo.). 

            Essa base legislativa, juntamente com os dados citados anteriormente, nos permite criar os instrumentos de gestão, facilitando a administração da bacia.

Por: Marcela Barquet - Estudante de Gestão Ambiental


Alguma dúvida?
Sinta-se a vontade para questionar através dos comentários ou então por email: mbarquet.ga@gmail.com

14 novembro, 2010

Ecodicas - Nunca é demais!

• Usar um barbeador elétrico ou lâmina de barbear com lâminas substituíveis, em vez de descartáveis, ajuda muito na redução de resíduos.

 • Use toalhas para secar o seu rosto e mãos ao invés de lenços de papel descartáveis. Além disso, pendure suas toalhas para secar, para que possam ser reutilizadas várias vezes.

 • Prefira fraldas de pano em lugar das descartáveis, que ficam anos acumuladas em lixões.

 • Compre bebidas em garrafas reutilizáveis (de vidro ou alumínio), ao invés de porções únicas em embalagens descartáveis.

 • Ao sair de casa, não se esqueça de desligar todas as luzes e aparelhos eletrônicos; desligue também carregadores, pois estes continuam a consumir mesmo se não estiverem mais carregando. Poupar energia ajuda a reduzir a poluição do ar.

 • Ao comprar aparelhos eletrodomésticos, verifique nas especificações técnicas se são eficientes no consumo de energia.

• Preserve a vegetação nativa. Não desmate! Não coloque fogo!

• Não altere cursos d’água ou banhados, eles são protegidos por lei. Poços artesianos somente com autorização.

• Respeite os períodos de proibição da pesca.

• Não maltrate animais silvestres ou domésticos.

• Separe o lixo em casa e no trabalho, e coloque na rua no dia da coleta seletiva em seu bairro.

• Não jogue lixo no chão. Carregue-o até a lixeira mais próxima. Ensine às crianças dando exemplo.

• Recicle ou reaprove tudo o que puder.

• Reduza o consumo, especialmente do que não puder ser reaproveitando ou reciclado.

• Não desperdice energia elétrica: desligue aparelhos, verifique sobrecargas, apague as luzes.

• Evite jogar materiais não degradáveis (plásticos ou outros) no ambiente.

• Por mais radical que pareça, a forma mais fácil de reduzir suas emissões de carbono é minimizar o uso de automóveis. Ao invés de dirigir, tente andar de bicicleta, caminhar, pegar carona, usar transportes públicos etc.

• Se você não pode evitar o uso constante de seu carro, procure desligar o motor se por acaso estiver em um engarrafamento. 

• Você tem o hábito de beber café? Usar uma caneca lavável é uma alternativa ecológica aos copos plásticos ou de isopor não-biodegradáveis.

• Deixe um copo de vidro e uma garrafa reutilizável no local de trabalho para diminuir a quantidade de copos plásticos ou de garrafinhas de água. 80% de garrafas de plástico são recicláveis, mas apenas 20% são efetivamente recicladas.

 • Se não existir um sistema de reciclagem no escritório, inicie um! Reciclagem de lixo contribui efetivamente para a redução de emissões de carbono. E estima-se que 75% do que é jogado no lixo pode ser reciclado, embora atualmente a reciclagem seja de apenas 25%.

 • Quando for imprimir, imprima frente e verso.

 • Doe o que não quiser ou não precisar mais, ao invés de jogar fora.

 • Recicle, Reduza e Reutilize.

 • E, quem sabe, plantar uma árvore?!

Mais alguma dica importante? Compartilhe, deixe seu comentário.

"Obrigada aos meus Seguidores!"

30 outubro, 2010

Agradecimentos

Esta é a primeira vez que venho diretamente até vocês.
Venho agradecer por estes 2 anos Reciclando as Ideias. Só agora consegui atingir uma certa quantidade de pessoas, que pra mim significam muito, porém representam um número desconsiderável para alguns. A cada visita que recebo, penso que estou subindo mais um pequeno degrau na construção de um espaço que é de todos aqueles que se preocupam pelas mesmas causas que eu. 
Agradeço imensamente à todos que fazem parte desse blog, e principalmente àqueles que se sensibilizam com as questões discutas nesse espaço, e tentam mudar seus hábitos para construir um futuro melhor. É assim que vamos conseguir, juntos!

Um grande abraço à todos, e o meu MUITO OBRIGADA!

Marcela Barquet

19 outubro, 2010

Teste - Você é uma pessoa Sustentável?

Hoje em dia se fala muito nessa tal sustentabilidade. Na prática, desenvolver-se sustentávelmente significa encontrar meios de atender às nossas necessidades no presente sem comprometer a natureza e a qualidade de vida das futuras gerações, ou seja, crescer sem esgotar os recursos naturais.

O uso adequado da água, a economia de energia, o incentivo ao emprego de fontes renováveis, a reciclagem, o reflorestamento, entre outros, são algumas medidas e atitudes que vão ao encontro da proposta sustentável.

Você tem atitudes sustentáveis? Sabe o que é isso? E o que pode fazer para se tornar mais ecologicamente correto?

Anote suas respostas e confira sua pontuação. 


Teste: 

Questão número 1
Você já ouviu falar em sustentabilidade?
a) sim, várias vezes.
b) não, nunca ouvi.
c) sim, poucas vezes.

Questão número 2
O que você entende por sustentabilidade?
a) É uma prática de desenvolvimento que não prejudica o meio ambiente.
b) É uma forma de viver bem.
c) É só uma expressão que está na moda.

Questão número 3
O que você faz com o lixo de sua casa?
a) separo para coleta.
b) jogo em um terreno baldio.
c) coloco em um saco de lixo sem separá-lo.

Questão número 4
Enquanto você escova os dentes:
a) Deixa a torneira aberta.
b) Abre só para lavar a boca.
c) Nunca prestou atenção nisso.

Questão número 5
Como você faz para limpar o quintal ou a área de sua casa?
a) Varro para recolher o lixo e depois reutilizo a água da máquina de roupa para lavá-lo.
b) Jogo água com a mangueira até o lixo correr para o ralo.
c) Varro, recolho o lixo e lavo com mangueira.

Questão número 6
O que você faz com os objetos que já não usa mais?
a) Joga fora.
b) Reutiliza de alguma maneira ou mesmo recicla.
c) Doa para alguém.

Questão número 7
Como você utiliza a luz de sua casa?
a) Acende todas as lâmpadas.
b) Acende apenas de alguns cômodos.
c) Acende apenas do cômodo em que você estiver.

Questão número 8
Que tipo de lâmpadas você tem em casa?
a) lâmpadas comuns.
b) lâmpadas fluorescentes.
c) lâmpadas fluorescentes e comuns.

Questão número 9
Como você utiliza os produtos de limpeza em sua casa?
a) Utilizo todos os dias, mas em quantidade pequena.
b) Faço uso apenas em casos de real necessidade.
c) Utilizo todos os dias em quantidade grande para limpar bem a casa.

Questão número 10
Que tipo de alimentos você costuma consumir?
a) Os enlatados e congelados.
b) Os naturais.
c) Os naturais e enlatados.

Gabarito – Confira quantos pontos você fez

1- a) 3    b) 1   c) 2
2- a) 3    b) 2   c) 1
3- a) 3    b) 1   c) 2
4- a ) 1    b) 3   c) 2
5- a) 3     b) 1   c) 2
6- a) 1     b) 3   c) 2
7- a) 1     b) 2   c) 3
8- a) 1     b) 3   c) 2
9- a) 2     b) 3   c) 1
10- a) 2    b) 3   c) 1

De 10 a 15

Pouco sustentável. Você precisa usar mais práticas sustentáveis para ajudar o meio ambiente.

De 16 a 20

Bastante sustentável. Você ainda pode melhorar, mas já ajuda muito na conservação da nossa natureza.

De 21 a 30



Parabéns! Você está no caminho certo, continue a ser sustentável e a preservar nossos recursos naturais.

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02 outubro, 2010

Os Fenômenos da Natureza que quase ninguém conhece!


Sugestão de Post - Leonardo Alves 




As pedras que se movem


Até hoje ninguém conseguiu explicar por que pedras de centenas de quilos deslocam-se do seu ponto de origem pelo deserto de Death Valley. Alguns pesquisadores atribuem tal fenômeno aos fortes ventos e superfície gelada, mas esta teoria não explica, no entanto, por que as pedras se movem lado a lado, em ritmo e direções diferentes. Além disso, cálculos físicos não apóiam plenamente esta teoria.



Colunas de Basalto 
Este fenômeno ocorre com o esfriamento de um fluxo de lava espessa, formando uma malha geométrica com notável regularidade. Um dos famosos exemplos é o Giant´s Causeway, na costa da Irlanda (fotos), embora a maior e mais conhecida seja Devil´s Tower em Wyoming.


Buracos azuis
Os buracos azuis são gigantes elevações subaquáticas, que levam este nome pela tonalidade de azul que apresentam quando vistos do alto. Normalmente possuem centenas de metros de profundidade e tem ambiente desfavorável para a vida marinha, já que a circulação de água é ruim. Curiosamente, em alguns buracos foram encontrados restos fósseis preservados em suas profundezas.




Maré vermelha 

As Marés Vermelhas são formadas pelo súbito aumento do fluxo de algas de cor única, que podem converter uma parte da água em uma cor vermelha sangue. Embora fenômenos desta natureza sejam relativamente inofensivos, alguns podem ser mortais, causando a morte de peixes, aves e mamíferos marinhos. Em alguns casos, até mesmo os seres humanos podem ser afetados, embora a exposição humana não seja conhecida por ser fatal.



Círculos de gelo

Enquanto muitos acreditem que estes círculos perfeitos sejam obra de alguma teoria da conspiração, os cientistas geralmente aceitam que eles são formados por turbilhões d’água que giram em um considerável pedaço de gelo, em um movimento circular. Como resultado desta rotação, outros pedaços de gelo e objetos gerados pelo desgaste uniforme nas bordas do gelo vão lentamente formando um círculo.




Nuvens Mammatus 

Aparentemente assustadoras, as nuvens Mammatus também são mensageiras de tempestades e outros eventos meteorológicos extremos. Normalmente compostas de gelo, elas podem se estender por centenas de quilômetros em vários sentidos e formações, permanecendo visíveis e estáticas entre 10 minutos e 1 hora. Embora pareçam portadoras de más notícias, elas são apenas mensageiras, aparecendo antes e/ou depois de uma grande mudança meteorológica.





Arco-íris de fogo
Este raro fenômeno só ocorre quando há a participação do sol e das nuvens. Cristais dentro das nuvens refratam a luz em várias ondas do espectro, fazendo surgir cores entre as nuvens. 



Aurora Boreal
A aurora aparece tipicamente tanto como um brilho difuso quanto como uma cortina estendida em sentido horizontal. Algumas vezes são formados arcos que podem mudar de forma constantemente. Cada cortina consiste de vários raios paralelos e alinhados na direção das linhas do campo magnético, sugerindo que o fenômeno no nosso planeta está alinhado com o campo magnético terrestre. Da mesma forma a junção de diversos fatores pode levar à formação de linhas aurorais de tonalidades de cor específicas.

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Fonte: http://colunistas.ig.com.br/obutecodanet