05 outubro, 2013

Gestão Ambiental: Uma profissão do novo século - Texto de Raquel Moraes

Como é natural em todo início de século existem grandes aspirações pela busca do novo, do inovador, do diferente. Surgem novas possibilidades, novos hábitos, novos costumes.
E para tudo isso são necessárias mudanças e readequações que vão do regional para o global e do global para o local.
Muitas profissões deixam de existir, no entanto, outras novas surgem. E, entre uma dessas novas, nobres e promissoras profissões do novo século está a de gestor ambiental.
Sim, existem ainda algumas discussões acerca dessas questões e principalmente do assunto ‘regulamentação’, e é de fundamental importância que o gestor ambiental se aproprie desse conteúdo.
Também, enfrentar as dificuldades na busca por um planeta que possa ‘sustentar’ o ser humano do século XXI e, considerar o gestor ambiental como um dos profissionais emergentes e necessários em nossos dias, é a prova de que tudo converge para mudanças profundas.
Meio ambiente equilibrado socialmente justo e economicamente viável: o século XXI pede esse comportamento.
Conhecer é preciso, discutir é necessário e implantar é primordial!
Gestão Ambiental, Gestor Ambiental: em prol de um novo tempo!

Raquel Moraes
Gestora, Perita, Articuladora e Consultora Ambiental
Especialista em Sustentabilidade para o 3º Setor.

Texto lido em: www.anagea.org.br/2013/10/gestao-ambiental-uma-profissao-do-novo-seculo/

01 julho, 2012

O que é uma RPPN?


Reserva Particular do Patrimônio Natural, é uma categoria de unidade de conservação criada por um proprietário Rural sem desapropriação de terra.  São áreas de preservação da natureza em propriedades privadas. Tem como objetivo a proteção de recursos ambientais que representem determinada região.                             


Como organizar uma RPPN?
Primeiramente, alguns critérios precisam ser avaliados, como por exemplo, a significância da RPPN para a proteção da atividade biológica, a RPPN tem que possuir paisagens de grande beleza e reunir condições que justifiquem ações de recuperação ambiental. Para o reconhecimento de uma reserva particular, são necessários documentos (escritura, comprovante de pagamente de impostos, planta do imóvel, etc), que serão levados ao IBAMA, para posterior visita ao local. A RPPN será registrada em cartório, e após este processo  estará garantida por lei.


Quais as vantagens de uma RPPN?
Além da isenção de pagamento do ITR – imposto territorial rural, na área reconhecida como RPPN, o proprietário terá maior facilidade de acesso ao credito agrícola nos bancos oficiais, maior reconhecimento do ambiente natural de sua propriedade, através do contato freqüente com instituição de pesquisa científica, proteção contra queimada, caça, desmatamento, pois sua RPPN estará incluída entre as unidades de conservação preservadas de forma integral e permanente. Os proprietários terão apoio e orientação do IBAMA quanto ao manejo e gerenciamento da RPPN, ainda terão oportunidades de ganhos financeiros extras, através do desenvolvimento do turismo ecológico, lazer, recreação e educação ambiental e apoio, cooperação e respeito das entidades ambientalistas.

Quais as diferenças entre RPPN e Reserva Legal?
A reserva legal é instituída por ser necessária ao uso sustentável dos recursos naturais, à conservação e reabilitação dos processos ecológicos, à conservação da biodiversidade e ao abrigo e proteção de fauna e flora nativas, e as áreas de preservação permanente coberta ou não por vegetação nativa, com a função ambiental de preservar os recursos hídricos, a paisagem, a estabilidade geológica, a biodiversidade, o fluxo gênico de fauna e flora, proteger o solo e assegurar o bem-estar das populações humanas, consideradas como limitação administrativa tem como finalidade atender ao princípio da função social da propriedade. A reserva legal fica situada dentro de uma propriedade rural, executada a de preservação permanente.
                                                                                   

Quais as atividades permitidas em uma RPPN?
São permitidos eventos turísticos, de cunho cientifico cultural e recreativo. Atividades econômicas como o ecoturismo são permitidas, desde que baseadas na sustentabilidade e que não comprometam a integridade dos recursos naturais.

28 fevereiro, 2012

Caminhando para a Rio+20

Bom dia pessoal!

Todo mundo já está sabendo que o Rio de Janeiro sediará em Junho deste ano a Rio+20. Uma conferência da ONU, que pretende reunir líderes do mundo todo para discutir maneiras de conciliar desenvolvimento econômico e preservação ambiental.
O evento acontecerá 20 anos após a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, a Rio 92.


Objetivo
A conferência deste ano terá como objetivo, segundo a ONU, garantir um compromisso renovado em nome do desenvolvimento sustentável, avaliando o progresso obtido até a presente data e as lacunas remanescentes na implementação dos resultados das maiores cúpulas de desenvolvimento sustentável, abordando desafios novos e emergentes.

Os debates terão como foco dois temas: a economia verde (abordando desenvolvimento sustentável e erradicação da pobreza) e o preparo institucional para o desenvolvimento sustentável.


Problemas
Alguns pesquisadores já conseguem identificar alguns problemas nas propostas da Rio+20. O primeiro fato que foi questionado por alguns pesquisadores (e que inclusive, eu concordo com toda a certeza) foi o termo 'desenvolvimento sustentável'. Um termo que serviu para vários interesses durante anos, inclusive para justificar políticas públicas que não correspodem de fato com as raizes do próprio conceito. Há quem se utiliza desse termo para propagar uma falsa imagem de responsabilidade socioambiental. Devido a essa contradição, e esse apelo propagandístico de cunho mercadológico, o conceito se perdeu. E antes de tentar reafirmá-lo, criando políticas de implantação, é necessário uma abordagem ética. Retornar ao eixo, um conceito totalmente importante que se perdeu.

De acordo com uma matéria publicada em Dezembro do ano passado pela Revista Poli, um entrevistado relata que "o objetivo da conferência é incentivar entre s países-membros, a criação de mecanismos para transformação dos processos naturaisem mercadorias negociáveis. O princípio é mais ou menos este: pagar para não poluir/impactar. Não há discussão sobre uma governança que proíba de fato a poluição, o desmatamento, o agronegócio. Poderiam, os mais críticos, encarar isso como sendo superficial, algo que foge dos conceito que se pretende estabelecer.'

Hoje em dia não há mais relação entre Estado e sociedade. Com o passar dos anos o Estado se substitui pelo mercado, sob conspiração de que o Estado é corrupto.

Algumas ONG's internacionais, dizem que "esta é uma tentativa de excluir a maioria da população do debate ambiental. Sem o envolvimento da população podemos deixar que a 'economia verde' sustentável seja o meio de usufruir e apropriar os recursos naturais."


Observação Crítica - Envolvimento Comum
Precisamos aguçar mais o nosso lado crítico. Tenham em mente que esta poderia ser uma oportunidade para que seja discutido temas voltados para a sociedade e proteção ambiental. Mas isso pode ir de encontro com o modelo de desenvolvimento brasileiro, que obece o lobismo do agronegócio e das potencias industriais. Temos hoje uma forte Legislação Ambiental, mas corremos o risco de cometer o mesmo pecado de pregar o desenvolvimento e a não-ação.

No nosso ver, esta seria uma oportunidade para debater temas diferenciados, não só ambientais, mas também da área da saúde, controle social, enfim...

Precisamos observar que fazemos parte de todos esses problemas ambientais, e não devemos deixar tudo para que o governo resolva. Tanto é, que já conseguimos ver a movimentação da sociedade civil se mobilizando para realizar a Cúpula dos Povos Rio+20. ONG's e fóruns pretende se organizar para apresentar alternativas de melhoramento, sem permitir que haja apenas foco mercadológico e governamental. Acho que este sim é o caminho! E vocês?


Quem quiser se informar mais sobre a Conferência acesse - Rio+20


Material Consultado:
Revista Poli - Saúde, Educação e Trabalho. Ano IV - Nº20 - nov./dez. 2011

25 fevereiro, 2012

A importância da Certificação Ambiental para as Empresas e para o Consumidor


Com a crescente expansão e aumento da concorrência nos mercados, as empresas buscam diferencial
competitivo. Uma forma de ganhar destaque e aderindo a sistemas de gerenciamento que passem a imagem ambientalmente correta das empresas. Por exemplo, os Sistemas de Gestão Ambiental que exigem a Certificação Ambiental, como forma de comprovação da eficiência dessa administração.






A certificação ambiental, tem se tornado cada vez mais um parâmetro de análise, por parte dos consumidores, que utilizam como referência o histórico de impacto ambiental dos produtos oferecidos, e também a responsabilidade socioambiental da empresa.

O processo de certificação, garante ao consumidor a qualidade do produto/ serviço que esta sendo adquirido, e ainda lhes dá o direito de recorrer às legislações de defesa do consumidor, caso o produto não ofereça as mesmas características exigidas pela empresa certificadora.

Além de promover a imagem da empresa e de atrair clientes, a certificação ambiental aparece juntamente com programas ambientais que dão diretrizes para que o processo produtivo e de logística, seja mais eficiente no ponto de vista econômico.         

Alguns desses programas instalam o fechamento do ciclo produtivo, diminuindo a perda de matéria-prima e reaproveitando insumos gerados de forma mais completa.

A certificação passou a se tornar referência sobre a responsabilidade ambiental da empresa, alem de se tornar válvula de disseminação da imagem, reduzir custos e aumentar vendas e prestação de serviços.

03 outubro, 2011

Uma abordagem ética sobre a Proteção Ambiental

A paz e a vida na Terra estão ameaçadas por atividades humanas não compromissadas com valores humanitários. A destruição da natureza e seus recursos são resultado da ignorância, da cobiça e da falta de respeito pelos seres vivos, incluindo nossos próprios descendentes. As gerações futuras herdarão um planeta extremamente degradado, caso a paz mundial não se efetive e a destruição da natureza continue nesse ritmo.

Nossos ancestrais viam a Terra como rica e generosa, o que ela realmente é. Muita gente no passado também via a natureza como inexaurivelmente sustentável. Está comprovado que caso cuidemos bem da Terra, ela pode ser efetivamente uma fonte inesgotável de recursos.

Não é difícil perdoar a destruição causada à Terra no passado, fruto da ignorância. Hoje, contudo, temos fácil acesso a todo o tipo de informação e é essencial que examinemos eticamente o que herdamos, quais são nossas responsabilidades e o que passaremos para as gerações vindouras. Muitas dessas gerações poderão não conhecer hábitats, animais, plantas, insetos e microorganismos da Terra. Temos a capacidade e a obrigação de agir e devemos faze-lo antes que seja tarde demais. O mesmo cuidado que temos em cultivar relações pacíficas com nossos semelhantes, deve ser estendido ao meio ambiente.

E não apenas por uma questão moral ou ética, mas pela nossa própria sobrevivência. Para a geração presente e para as futuras, o meio ambiente é fundamental. Se o explorarmos exaustivamente, podemos receber algum benefício hoje, mas, em longo prazo, sofreremos as conseqüências. Quando o meio ambiente se altera, as condições climáticas também se alteram e, por conseguinte, nossa saúde está sendo muito afetada. Repetindo, a conservação não é meramente uma questão moral, mas sim da nossa própria sobrevivência.

Portanto, para conseguirmos proteção e conservações ambientais mais eficazes, é essencial que o ser humano desenvolva um equilíbrio interno. O desconhecimento em relação à importância da preservação do meio ambiente causou graves danos à humanidade. Precisamos agora ajudar as pessoas a compreenderem a necessidade urgente da proteção ambiental para a nossa sobrevivência.

Se você quer ser egoísta, então seja sábio e não mesquinho em seu egoísmo. A chave está no nosso senso de responsabilidade universal. Essa é a verdadeira fonte de luz, a verdadeira fonte de felicidade. Se esgotarmos tudo o que estiver disponível na Natureza, como árvores, água e sais minerais, e não fizermos um planejamento adequado para as próximas gerações, para o futuro, certamente estaremos em falta. Entretanto, se tivermos um verdadeiro senso de responsabilidade universal como força motriz, nossas relações com o meio ambiente e com nossos vizinhos serão bem mais equilibradas.

Por último, a decisão de salvar o meio ambiente deve brotar do coração do homem. Clamemos a todos para que desenvolvam um senso de responsabilidade universal fundamentado no amor, na compaixão e na clareza de consciência.

Minha mensagem é a prática do amor, da compaixão e da bondade. Estas qualidades são muito úteis para vivermos nosso cotidiano mais harmoniosamente, e também muito importantes para a sociedade humana como um todo.

Uma profunda compaixão é a raiz de todas as formas de adoração.
Onde quer que eu vá, sempre aconselho as pessoas a serem altruístas e bondosas. Tento concentrar toda a minha energia e força espiritual na disseminação da bondade. É o que há de mais essencial.

A bondade é o que realmente importa. A bondade, o amor e a compaixão combinados são sentimentos que levam à essência da fraternidade. São os alicerces da paz interior.
Com sentimentos de ódio e rancor, é muito difícil alcançar a paz interior. Neste sentido, as religiões e crenças são convergentes. Em todas as grandes religiões do mundo, a ênfase é no espírito de fraternidade.

São os inimigos que verdadeiramente nos ensinam a vivenciar sentimentos de compaixão e tolerância. As guerras surgem porque não há compreensão do lado humano das pessoas. Ao invés de conferências e encontros políticos, por que não convocar as famílias a fazerem um piquenique para que se conheçam mutuamente, enquanto suas crianças brincam juntas?

Nos tempos antigos, quando havia uma guerra, o embate era corpo a corpo. O vitorioso entrava em contato direto com o sangue e o sofrimento do inimigo durante a batalha. Hoje, as guerras adquiriram uma proporção muito mais horrenda. Um homem, sentado em uma sala, aperta um botão e mata milhões de pessoas instantaneamente, sem ao menos ver o sofrimento humano que infligiu. A mecanização da guerra e a automação dos conflitos humanos são, cada vez mais, uma ameaça à paz mundial.

Dalai Lama

19 agosto, 2011

Discutindo o EIA/RIMA e o Licenciamento da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados - UFN V

Olá pessoal,


Ontem tive a oportunidade de presenciar uma audiência pública, que foi convocada pelo Promotor de Justiça e Meio Ambiente, Sr. Carlos Valera. A audiência tinha como objetivo, apresentar o Estudo de Impacto Ambiental - EIA, e o Relatório de Impacto Ambiental - RIMA, realizados para subsididar o Licenciamento Ambiental da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados V - UFN V, na cidade de Uberaba/MG. As unidades de fertilizantes são parte de uma iniciativa da Petrobras.

"Hoje, o país já conta com duas fábricas de fertilizantes que produzem ureia e amônia: a FAFEN-BA, em Camaçari, na Bahia, e a FAFEN-SE, em Laranjeiras, no Sergipe. Juntas, as duas possuem capacidade de produção de 1.056 toneladas de ureia e um excedente comercializável de 255 mil toneladas de amônia. A implantação de novas unidades de nitrogenados está alinhada com o objetivo estratégico da Petrobras de agregar valor ao uso do gás natural na monetização de suas reservas. Além da UFN V, a Companhia investe na construção da UFN III, em Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul, da UFN IV, em Linhares, no Espírito Santo, e na expansão da FAFEN-SE, que, a partir de janeiro de 2013, produzirá também o fertilizante sulfato de amônio."
(Informações da assessoria de imprensa da Petrobras.)

Durante a audiência, a empresa Licenciadora contratada - Ecoplan, realizou uma exposição sobre o EIA/RIMA, do empreendimento em questão. Os moradores da região que seria mais afetada pela obra, estiveram presentes e fizeram vários questionamentos. 
Alguns representantes de Instituições ambientalistas manifestaram-se e questionaram sobre alguns aspectos que não haviam sido expostos. Como por exemplo: outorga da água, infra-estrutura necessária à mão-de-obra contratada, situação do Lençol Freático na região, afugentamento de fauna, entre outros.
Todas as dúvidas foram esclarecidas pelos representantes da Empresa Licenciadora e pelo Sr. Alberto Montenegro, da Petrobras.
Com relação a outorga, foi dito que já está em andamento o processo de concessão. Quanto a infra-estrutura e o impacto social que pode ser causado, muitas colocações foram feitas, no sentido de reivindicar mais atenção a questão. Quanto a profundidade do lençol freático, a Ecoplan diz ter realizado os estudos em época chuvosa, e que pretende fazer estudos também em períodos de seca, para verificar a possibilidade de contaminação.

O empreendimento se localizará nas Margens do Rio Grande. Rio de onde se retirará água para o processo produtivo e onde será feito o descarte de efluentes - devidamente tratados, como ressaltou a empresa licenciadora. E também contará com um gasoduto próprio.

O estudo para elaboração do EIA/RIMA, foi feito em um raio de 2km do ponto de obras. E foi identificado que na área de construção existe um sítio arqueológico, e que os possíveis impactos do empreendimento seriam: alterações a qualidade do ar, exploração de areia do Rio Grande, descartes de efluentes, contaminação do solo, alteração em áreas de preservação permanente, afugentamento de animais, perda de vegetação, aumento de ruídos  etc.

Para reduzir/minimizar esses impactos, o empreendimento deve possuir Programas Ambientais. Nesse caso, existem 21 programas ambientais sugeridos, dentre eles estão: Implantação de um SGA, Comunicação Social, Gerenciamento de riscos, controle de erosão, controle de ruídos, acompanhamento de impactos, reposição florestal, compensação ambiental, recuperação de áreas degradas, e outros.

Com a instalação do empreendimento, considera-se que a região e o país podem se tornar autossuficientes em produção de amônia. A obra em questão produzirá 519.000 toneladas/ano do produto. Também haverá aumento na empregabilidade na região, e na economia local.


Outro fator importante a ser considerado, é que  "a produção da amônia é considerada 'limpa' pois utiliza apenas o gás natural (proveniente do gasoduto que será instalado), água (Rio Grande) e ar; não sendo utilizados outros produtos químicos no processo."

Mas, vale ressaltar que o município de Uberaba/MG ,que será base da instalação, não possui ainda o Licenciamento para o próprio Distrito Industrial onde será construído o empreendimento. E que realmente, com o aumento da geração de empregos, pode faltar habitação para a mão-de-obra, os sistemas de saúde podem não ser suficientes  e as escolas também não. Além disso o empreendimento está enquadrado como de Classe 6, possuindo grande porte e grande potencial poluidor.

Enfim, são vários fatores que devemos levar em consideração, embora o funcionamento da UFN V já esteja previsto para Setembro de 2015. E que as obras devem começar no próximo ano, sendo que a concessão da licença prévia está prevista para outubro de 2011.

Através desse link vocês podem ter acesso ao Vídeo Institucional da Petrobras, sobre a instalação da UFN V.

OBS: Essa postagem contou com a colaboração da aluna de Gestão Ambiental - Mariana Groff Montes (Endereço para contato: marigroff@hotmail.com / Twitter: @MariGroff) 

11 julho, 2011

O que é um SGA e ISO 14001?



Um Sistema de Gestão Ambiental (SGA) é uma estrutura desenvolvida para que uma organização possa consistentemente controlar seus impactos significativos sobre o meio ambiente e melhorar continuamente as operações e negócios.

A ISO 14001 é uma norma internacionalmente aceita que define os requisitos para estabelecer e operar um Sistema de Gestão Ambiental. A principal função dessa norma é implantar corretamente um Sistema de Gestão Ambiental – SGA. A norma reconhece que organizações podem estar preocupadas tanto com a sua lucratividade quanto com a gestão de impactos ambientais.
A ISO 14001 integra estes dois motivos e provê uma metodologia altamente amigável para conseguir um Sistema de Gestão Ambiental efetivo. Na prática, o que a norma oferece é a gestão de uso e disposição de recursos. É reconhecida mundialmente como um meio de controlar custos, reduzir os riscos e melhorar o desempenho. Não é só uma norma “no papel” – ela requer um comprometimento de toda a organização. Se os benefícios ambientais e seus lucros aumentam, as partes interessadas verão os benefícios.
Esta norma ainda possibilita uniformizar as rotinas e os procedimentos necessários para a certificação ambiental, a partir do cumprimento de um roteiro padrão válido internacionalmente, que reforça o atendimento integral da legislação local e visa à melhoria contínua dos processos e do próprio sistema. Neste contexto, o Sistema de Gestão Ambiental (SGA) é a forma pela qual a empresa se mobiliza, interna e externamente, para a conquista do desempenho ambiental desejado.
O objetivo principal da ISO é oferecer a gestão de uso e deposição de recursos. É um meio de controlar custos, reduzir os riscos e melhorar o desempenho de uma empresa. Além disso, a norma possibilita uniformizar as rotinas e procedimentos necessários para a certificação ambiental.
Ao iniciar-se a implantação do SGA, a empresa começa a cumprir os requisitos de uma Política Ambiental. A execução dessa política deve partir da parte Administrativa da Empresa, e deve cumprir estabelecer, documentar, programar, manter e promover a melhoria contínua do SGA aplicado, através da construção de objetivos e metas que deverão ser repassados a todos colaboradores da Empresa.
A otimização de um SGA acontece quando se busca essa melhoria contínua do sistema visando uma relação custo-benefício eficiente.  A adoção das melhores técnicas na área de gestão ambiental faz com que o sistema seja eficiente em todas suas faces.
O comprometimento de todos os colaboradores da Empresa e principalmente da Administração, também auxilia do sucesso e desenvolvimento do SGA.

A norma em questão se divide em 4 etapas básicas, são elas:

- Planejamento: Visa prover um processo que permita que a organização identifique os aspectos ambientais significativos para então começar a implantação do SGA.
- Objetivos: Estes devem ser mensuráveis, exequíveis e específicos. Avaliando questões de curto e longo prazo.
- Implementação e Operação: Para essa etapa a empresa deve ter disponibilidade de recursos, determinação de funções bem como hierarquização das autoridades que devem ter suas responsabilidades e competências definidas. Todos os profissionais devem ser treinados e deve haver um sistema de comunicação interno eficiente. Além disso, a empresa deve ter controle dos documentos e das operações. Também é necessário que os funcionários estejam preparados para situações emergenciais dentro do piso de fábrica.
- Verificação: Esta etapa consiste na avaliação dos resultados por meio de uma Auditoria Interna, e posteriormente constante monitoramento, a fim de propor medidas preventivas e de correção, se necessário.
Sendo assim, o SGA pode ser implantado e avaliado constantemente, formando um ciclo de organização, que possibilitará a melhoria constante da política ambiental da Empresa.


16 junho, 2011

Quer adotar um cão?

Olá,
venho pedir a ajuda de vocês, pra que possamos solucionar juntos uma história lamentável.

Nesta tarde, recebi a ligação de uma amiga que assim como faz de tudo pelos animais. Ela abriga em sua casa vários cães, que estão passando por uma realidade triste. 

Um deles está internado tentado se recuperar, enquanto um já morreu e os outros estão sob ameaça o tempo todo. 
Acreditem, a casa onde eles moram está cercada por vizinhos que não os desejam ali. As pessoas estão jogando o veneno no quintal e, sem saber do que se trata, nossos amigos, achando que receberam um agrado, correm logo pra "experimentar". 

Estes cães estão sofrendo ataques diários de envenenamento. 

Qual a explicação, para que essas pessoas queiram tanto acabar, de forma tão DOLOROSA, com a vida desses animais? 

Talvez por se irritarem com o instinto protetor desses nossos grandes amigos, que durante a noite deixam de dormir para proteger a NOSSA casa.
Talvez por acharem que eles podem transmitir alguma doença aos nossos filhos (desde quando o AMOR de um cão com seus donos é doença?). 


Não há como deixar os cães trancados, longe dessas ameaças... 
Infelizmente não há outra alternativa, temos que tirar esses animais dessa casa e levá-los para um lugar onde estejam protegidos, e acima de tudo, onde sejam amados por seus donos e vizinhos.


Se você está interessado em adotar um cão, ou se você conhece alguém que queira adotar, entre em contato com a Dona desses animais URGENTE: 

Diocele Pires (034)  9960-3043 - Uberaba/MG.


Se você quer conhecer os cães antes de adotar, ligue e ela te passará o endereço. Se você não tem como transportar os cães, ela se dispôs a entregá-los em sua casa. (Todos os cães são castrados e estão vermifugados.)

ADOTAR É UM ATO DE AMOR! 


Por favor, me ajudem a divulgar essa mensagem.

Já imaginou chegar em casa e ao sair no quintal, esperando ser recebido com a maior alegria pelo seu melhor amigo, e no mesmo instante perceber que aquele animal que te trás tantas felicidades está caído no chão, e você já não pode fazer mais NADA por ele?

Então, vamos evitar essa dor. Adote esses animais, levem eles para um lugar onde sejam amados e queridos. Eles merecem nossos cuidados. São os amigos mais leais que o homem pode ter. Vocês ainda não perceberam isso?


Os atos de abuso e de maus-tratos com animais configuram crime ambiental e, portanto, devem ser comunicados à polícia, que registrará a ocorrência, instaurando inquérito. A autoridade policial está obrigada a proceder a investigação de fatos que, em tese, configuram crime ambiental.


NÃO PERMITA MAUS TRATOS AOS ANIMAIS, DENUNCIE.

29 maio, 2011

Movimento "Abraço ao Bosque" - Parque Jacarandá Uberaba/MG

Nesse sábado 28/05, aconteceu em Uberaba/MG o movimento "Abraço ao Bosque". Uma forma de manifestação de militantes sócio-ambientais, que não concordam com a desafetação da área. A intenção da Prefeitura Municipal é que essa área seja vendida para iniciativa privada. Em frente ao Bosque, existe uma área onde se pretende construir um Shopping! O Estudante de Biologia, José Orestes de Assis Júnior diz que: " A construção de um centro comercial nesse local pode causar estresse aos animais, e perturbação das espécies existentes. É necessário que um profissional da área, avalie quais os impactos desse tipo de empreendimento sobre a área preservada do Bosque Jacarandá."

A prefeitura disse que irá "mudar" o bosque de lugar. Carregando os animais e instalando-os em outro lugar. O espaço é considerado área de preservação permanente e abriga espécies de mais de 60 anos, como um exemplar da Árvore Jacarandá!

Durante toda a semana, o movimento colheu assinaturas em vários pontos da cidade. De acordo com informações dos organizadores, até a tarde de ontem, cinco mil pessoas já haviam manifestado o protesto contra a venda da  área e pela preservação do Bosque.

Uma denúncia a respeito do caso, foi feita ao Promotor de Justiça e Meio Ambiente, Sr. Carlos Valera. Representantes do Partido Verde da cidade fizeram um pedido à Comissão Organizadora de Meio Ambiente e Desevolvimento Sustentável, para que fosse convocada uma Audiência Pública, que se realizará na Quarta Feira 01/06 às 19:00, na Câmara Municipal de Uberaba.

"Vale lembrar que os animais estão se refugiando, cada vez mais, nas áreas verdes urbanas em decorrência da destruição de seu habitat natural. É importante sim, a aquisição de novas áreas verdes, bem como a criação de novos parques e UCs – Unidades de Conservação, sem, no entanto abrir mão daquelas já consolidadas." 




Vejam as fotos, do movimento "Abraço ao Bosque" que se realizou nesse sábado 28/05.










Fotos: José Orestes de Assis Jr. (orestes.biologia@gmail.com)




10 maio, 2011

Resíduos da Contrução Civil - Cuidado com o que você joga nas Caçambas!



De acordo com a Resolução  CONAMA Nº 307, de 05 de Julho de 2002, em seu Artigo 2º, os Resíduos da Construção Civil, são definidos da seguinte maneira:




 
São aqueles que provem de construções, reformas, reparos e demolições de obras de construção civil, e os resultantes da preparação e da escavação de terrenos, tais como: tijolos, blocos cerâmicos, concreto em geral, solos, rochas, metais, resinas, colas, tintas, madeiras e compensados, forros, argamassa, gesso, telhas, pavimento asfáltico, vidros, plásticos, tubulações, fiação elétrica etc., comumente chamados de entulhos de obras, caliça ou metralha



Sobre a Periculosidade dos Resíduos Sólidos:



Resíduos Perigosos (Classe I): são aqueles que por suas características podem apresentar riscos para a sociedade ou para o meio ambiente. São considerados perigosos também os que apresentem uma das seguintes características: inflamabilidade, corrosividade, reatividade, toxicidade e/ou patogenicidade. Os resíduos que recebem esta classificação requerem cuidados especiais de destinação.

Resíduos Não Perigosos (Classe II): não apresentam nenhuma das características acima, podem ainda ser classificados em dois subtipos:

Classe II A não inertes: Geralmente apresenta alguma dessas características: biodegradabilidade, combustibilidade e solubilidade em água. Exemplos: a maioria dos resíduos domésticos, sucatas de materiais ferrosos e não ferrosos, embalagens de plástico etc..

Classe II B inertes: quando submetidos ao contato com água destilada ou desionizada, à temperatura ambiente, não tiverem nenhum de seus constituintes solubilizados a concentrações superiores aos padrões de potabilidade da água, com exceção da cor, turbidez, dureza e sabor.

(Essa classificação foi definida pela ABNT na norma NBR10004/2004.)



Ou seja: Quando existe destinação correta, esses resíduos não prejudicam o meio ambiente e não alteram a qualidade potável da água. 

Primeiro vale lembrar que esses resíduos podem (devem) ser reutilizados. Mas, quando não há reutilização, esse material deve ser direcionado à aterros apropriados para receber materiais da construção civil. 

Esse local de destino final dos resíduos Inertes, deve obedecer uma série de parâmetros, para que não haja:

- degradação das áreas de manancial e de proteção permanente;
- proliferação de agentes transmissores de doenças;
- assoreamento de rios e córregos; 
- obstrução dos sistemas de drenagem, tais como piscinões, galerias, sarjetas, etc.


Mas, se pensarmos que muita gente desconhece essas metodologias, e ainda não estão em dia com as obrigações que deve ter com seu próprio lixo, vamos ter o seguinte cenário:


O que vemos são caçambas destinadas à resíduos da construção civil recebendo entulho reciclável e orgânico. E pra onde vão esses resíduos? Vão, misturados com os resíduos Inertes, para os aterros específicos de materiais de demolição e construção civil.

Além de gerar grande problemas ao solo e água do local, afetam a população da região pois podem facilitar a proliferação de vetores e ainda, diminuem consideravelmente o índice de reciclagem.

Algumas Empresas (eu disse: algumas), que prestam o serviço de coleta e que se responsabilizam pela destinação desse resíduo, fazem a separação dos materiais em pátios, para depois enviar ao aterro somente os materiais inertes.

Mas isso significa: dinheiro, mão-de-obra e tempo. E sabemos que nem todos possuem responsabilidade sócio-ambiental nesse sentido.


O que podemos fazer?

- Denunciar irregularidades na Prefeitura Municipal;
- Exigir um Plano Integrado de Gerenciamento de Resíduos;
- Conferir o local de destino dos resíduos, a fim de saber sobre as condições em que se encontra.
- Implantar uma Política de Educação Ambiental no município;
- E, principalmente não jogar nenhum tipo de resíduo que seja reciclável ou prejudicial ao meio ambiente, nas caçambas.

É, se controle quando estiver com uma garrafinha de água na mão e avistar uma caçamba de entulho. Espere por uma lixeira adequada para descartar SEU resíduo.


Educação Ambiental, é disso que precisamos!

29 abril, 2011

Plante uma árvore!!

Pra fazer pensar...


Bilhõõõões de Árvores from Seagulls Fly on Vimeo.

Curta de animação dirigido por Frata Soares, feito na Seagulls Fly para o Edital Tela Verde do Ministério da Cultura e Secretaria do Meio Ambiente - Brasil.

Sugestão e Indicação: Fernanda Borges / @borgesff

26 abril, 2011

Reutilizando: Porta-lápis de latinha

Olá pessoal,

Vejam só que ideia bacana, pra reaproveitar aquela latinha de achocolatado que iria pro lixo.
Bom, vocês vão perceber que não levo muito jeito pra coisa mas... espero que gostem!! 



1) O que vamos precisar: 


- 1 latinha de achocolatado limpa
- Cola branca
- Tesoura
- Revistas velhas

2) Recorte algumas gravuras das revistas e cole na latinha de forma aleatória. (Eu deixei o rótulo da embalagem por baixo, pra facilitar a colagem. Se você for retirar, passe uma lixa na superfície pra ajudar na aderência das gravuras.)

3) Resultado da latinha personalizada. Você pode colar alguma gravura também na tampa. - Pode servir como um cofrinho!! 




Agora uma dica legal, pra fixar mais as gravuras e dar um brilho na superfície do porta-lápis. É o famoso "grude" que a Vovó me ensinou =)





4 e 5) Faça uma mistura de 2 colheres de  Polvilho com 1 copo de água. Leve ao fogo misturando bem até ficar quase transparente.


6) Esse é ponto ideal do grude, já morno.

7) Com um pincel, espalhe o grude pelas gravuras coladas. Deixe secar por 30 minutos e repita o procedimento. 

8) Viu como dá um brilho especial?? E aumenta a durabilidade, mantendo as gravuras com um aspecto sempre novo!


Obs: Não deixe o grude esfriar muito, pois ele começa a formar flocos e isso criaria uma textura áspera. Mas, se por acaso você deixar esfriar mais que o necessário, volte a panela pro fogo por mais uns 2 minutinhos com um pouco mais de água, e pronto!

Vejam como ficou:



A luz não ajudou muito, mas com a latinha totalmente seca dá pra ver a diferença e o brilho do grude!

É uma dica simples e você não vai gastar quase nada pra fazer. A maioria dos materiais temos em casa e não custam caro.

Um objeto útil, fácil de decorar e que você pode personalizar e deixar com a cara do seu espaço!

Além de tudo isso, você contribui com o meio ambiente, reutilizando materiais que iriam pro lixo.

Mude seus hábitos! Eduque-se ambientalmente. Recicle!

Obrigada, 
até logo!

05 abril, 2011

Razões para rejeitar - Código Florestal

Dizem que o Código Florestal impede o crescimento da agropecuária brasileira, que precisa de novas áreas para expandir sua produção; que ele não tem base científica; que e é impraticável e que prejudica a agricultura familiar. Será mesmo??


 Vejamos então o que diz o Projeto para o Novo Código Florestal:

1)     Anistia aos crimes ambientais

Fim da obrigação de se recuperar áreas desmatadas ilegalmente até 22 de julho de 2008, incluindo topos de morros, margens de rios, restingas, manguezais, nascentes, montanhas e terrenos íngremes. A proposta cria a figura da área rural consolidada – aquela ocupação existente até a data definida, com edificações, benfeitorias e atividades agrosilvopastoris em quaisquer espaços, inclusive áreas protegidas. Os Estados terão cinco anos, após a aprovação da lei, para criar programas de regularização ambiental. Até lá, todas as multas aplicadas antes de julho de 2008 ficam suspensas.
Consequências: O principal efeito de qualquer anistia é estimular novas ilegalidades, pois reforça a sensação de impunidade. Diversos crimes ambientais cometidos durante 43 anos serão ignorados e perdoados pela adesão e cumprimento do programa de regularização ambiental.


2)     Redução e descaracterização das APPs

Reduzir a extensão mínima das APPs dos atuais 30 metros para 15 metros de faixa marginal e demarcar as matas ciliares protegidas a partir do leito menor do rio e não do nível maior do curso d’água.
Obs: Uma lei não pode impor os mesmos parâmetros para todo o país, pois passa por cima das características locais e comete injustiças.
Consequência: Aumentam os riscos de inundações e desabamentos, bem como as ameaças à segurança e ao bem-estar da população ao aventar a falta de necessidade de uma área de 30 metros para evitar assoreamentos, sem falar nas demais funções da APP: preservação de fauna e flora aquáticas e terrestres, manutenção climática, controle da demanda biológica de oxigênio e diversos outros fatores que necessitam de uma área mínima razoável para que o frágil equilíbrio ecossistêmico seja mantido, segundo a Associação Nacional dos Membros do Ministério Público.

Ainda tem mais:

- Isenção de reserva legal para imóveis com até 4 módulos fiscais em todo o país;
­­- Redução da reserva legal na Amazônia em áreas com vegetação;
- Compensação de áreas desmatadas em um Estado por áreas de floresta em outros Estados ou bacias hidrográficas.

O que você pode fazer para impedir essa mudança?? Assista ao vídeo:  


 Fonte: http://www.sosflorestas.com.br/

12 março, 2011

Todos juntos pela "Hora do Planeta"

Olá pessoal! Hoje a postagem vem baseada em uma causa nobre. Todos aí já ouviram falar sobre a "Hora do Planeta", mas quantos praticam e realmente apagam as luzes de casa na data e hora combinada?! (Te peguei!)
Bom, o material que estou disponibilizando aqui está livre para download também no site do Movimento promovido pela WWF. 

Pra quem tiver interesse, aqui estão alguns modelos de Plano de Fundo e um Background pro Twitter! 
Pra baixar o restante do conteúdo, é só se cadastrar através desse link.
Aproveitem, e ajudem a espalhar essa ideia! 
 


 

25 fevereiro, 2011

Saindo da Revolução Verde - Agroecologia em alta!

Talvez a primeira coisa que passe pela cabeça de muita gente quando ouve o termo 'agroecologia' seja alimentos orgânicos, produzidos sem o uso de agrotóxicos, adubos químicos ou mudanças genéticas. O que nem todo mundo sabe é que os princípios de agroecologia vão muito além disso. 
A agroecologia é uma ciência que busca oferecer princípios, conceitos e metodologias para fazer a transição dos atuais modelos de agricultura para modelos mais sustentáveis ecologicamente.

Revolução Verde

O conceito de agroecologia é relativamente novo, embora as práticas que acabam resultando do emprego da agroecologia são bastante antigas. Afinal durante a maior parte da história a agricultura era feita sem insumos sintéticos, respeitando o ciclo da natureza.
No século passado - após as guerras -  a agricultura começou  a se artificializar de forma cada vez mais rápida. Máquinas de guerras foram adaptadas para a agricultura; venenos usados como armas químicas foram ajustados para combater pragas. As sementes passaram a ser desenovolvidas por empresas e hoje se usam  sementes híbridas - produzidas a partir da polinização cruzada de plantas, para ter melhores caracterísicas de ambas. Apenas a primeira geração serve para o plantio, o que significa que os produtores precisam comprar novas sementes. A fertilização dos solos passou a depender de insumos químicos. Com isso o controle dos agricultores passou para algumas empresas. A introdução desse 'pacote tecnológico', caracteriza o que chamamos de revolução verde. Além da degradação ambiental, esse modelo gerou também um processo de expulsão das populações do meio rural. Os impactos começam a ser percebidos e algumas alternativas começam a ser pensadas.



Partindo pra sustentabilidade:

A agricultura sustentávael - agroecologia - deve atender a oito críterios:

- baixa dependência de insumos;
- uso de recursos renováveis localmente acessíveis;
- utilização de impactos benéficos ao meio ambiente local;
- tolerância em relação às condições ambientais locais;
- manutenção a longo prazo da capacidade produtiva;
- preservação da diversidade biológica e cultural;
- utilização do conhecimento das populações locais;
- produção de mercadorias também para o consumo interno e não só exportação.

E principalmente, esse sitema deve atender as necessidades sociais, considerando aspectos culturais, preserar os recursos ambientais, considerar a participação política - não é uma regra - e permitir a obtenção de resultados econômicos. Como sempre, atitudes sustentáveis se baseiam no famoso tripê  - social, econômico e ambiental.

Mas então, se avaliarmos bem, percebemos que o conceito de agroecologia está na contramão do modelo produtivo adotado atualmente no Brasil - baseado no agronegócio, visando lucro e grande produtividade, artificializando a natureza, degradando, explorando o trabalhador, etc. Esse tipo - o monocultivo - é considerado insustentável.

Vale lembrar que o modelo sugerido aqui, foi incorporado por movimentos sociais na luta por direitos. A agroecologia propôs assegurar o acesso à terra.

Sim, a agroecologia questiona esse modelo de desenvolvimento e aponta soluções. Por exemplo, a proposta de uma agricultura familiar que reposnda aos desafios da sociedade de hoje: crise ecológica, crise social de esvaziamento do campo, de desvalorização de pequenos produtores. Acredito que seja uma visão para agricultura não capitalista.

Tudo bem, a agroecologia se opõe ao sistema de agronegócio. Mas nem por isso ele pode deixar de ser destrutivo e se tornar mais 'verde'. Na verdade essa transição já está acontecendo em alguns locais. Alguns nichos de mercado produzem, dentro da proposta de agronegócio, produtos orgnânicos. São os chamados 'agronegócios verdes, ou sustentáveis.'
Mas uma questão a se debater: alimentos orgânicos = alto valor agregado. Sim. Mas existem pessoas - de classe média alta- que aceitam pagar por alimentos saudáveis. E é aí que está a lógica do agronegócio. Entendeu?!

O problema está em convencer essa classe-média-alta-que-está-disposta-a-pagar-por-uma-vida-mais-saudável, que exitem outros elementos importantes. Daí vem o estimulo para a efetividade da agroecologia.

O trabalho tem que se focar em mudar essa visão de que a agroecologia não é viável economicamente, que os agricultores não vão conseguir recursos se não usarem os chamadnos insumos modernos. Lembrando que os projetos agroecológicos podem receber ajuda com créditos rurais e financiamento através de bancos. Mas vale entender, que nem por isso deve-se fugir dos principios sustentáveis, hein?!

Bom, espero que tenham gostado do assunto e mais do que isso, tenham se interessado pela causa. 
Obrigada pela visita!

Bora falar sobre isso no twitter? @rec_as_ideias
Marcela Barquet

18 fevereiro, 2011

Programa de Prevenção à Poluição - Como implantar?

A poluição preventiva (P2), refere-se a qualquer prática, processo, técnica e tecnologia que visa a redução/ eliminação em volume, concentração e toxidade dos poluentes na fonte geradora. Inclui algumas modificações nos equipamentos, processos ou procedimentos, reformulação ou replanejamento de produtos, substituição de matérias-primas, eliminação de substancias tóxicas, otimização do uso de matérias-primas e energia e outros recursos naturais.

            A implementação de P2 implica no desenvolvimento de um programa, que afeta desde a direção da empresa até a avaliação do desempenho desse programa. Após o fim do programa novas metas devem ser estabelecidas, e o ciclo se renova.
            Para que o programa possa se realizar com eficiência, deve haver um comprometimento de todas as pessoas envolvidas. Sendo que estas devem ser sistematicamente informadas sobre o seu andamento. 

A seqüência para o desenvolvimento de P2 é:


• Comprometimento da direção da empresa

A empresa, onde se vai implantar um programa de P2, deve ter comprometimento com as etapas do processo. Esse comportamento será alcançado através da otimização do uso e recuperação dos recursos disponíveis (água, energia, matérias-primas, etc), substituição de matérias-primas e mudanças nos processos produtivos, aquisição de tecnologias limpas, melhoria e manutenção dos equipamentos, e também através da implantação de um programa de conscientização de todos os funcionários.
Esse comprometimento contribui para o desenvolvimento do programa. Isso deve ser expresso através de uma declaração.


• Definição da equipe de P2

A equipe será formada por pessoas de diversos setores da empresa, para aja uma troca de experiências e integração dos funcionários. O número de pessoas vai depender do tamanho e da estrutura da empresa, e essa equipe deverá ter um líder, que esteja “por dentro” dos fatores operacionais da indústria.
           


• Estabelecimento de prioridades, objetivos e metas

A partir dos dados da empresa deverá ser estabelecida uma política ambiental, com ênfase nos princípios da P2. A equipe formalizada será responsável pela implantação e manutenção do programa. Os objetivos e metas estabelecidos pela equipe deverão estar de acordo com a Declaração de Intenções, liberada pela empresa. Sendo que deve haver gestão ambiental, para o aprimoramento desse programa.


• Elaboração cronograma de atividades

Deve haver um cronograma para a execução do programa e de suas atividades.

           
Disseminação de informações sobre P2

Deve ser criado um plano de treinamento, para que todos possam acompanhar o seu desenvolvimento. A disseminação de informações sobre prevenção à poluição visa assegurar que o
programa se torne assunto do dia a dia, bem como aumentar a conscientização e a participação de
todos os funcionários. Para isso, a equipe pode-se valer de uma série de recursos, tais como: cartazes, circulares, memorandos, reuniões setoriais, realização de eventos com a participação de palestrantes externos, apresentação de vídeos sobre experiências bem sucedidas, treinamentos, programa de premiações de funcionários. Além diso, a comunidade também deve ser informada sobre os procedimentos.


• Levantamento de dados

O levantamento de dados deve reunir o máximo possível de informações que auxiliem na caracterização do processo industrial. Estas informações devem abranger desde a matériaprima e demais insumos (energia elétrica, produtos auxiliares, água, etc.), até o total de resíduo gerado, devendo as mesmas constarem do fluxograma de produção da indústria. Este deve ser apresentado de modo que as informações possam estar disponibilizadas por linha de processo.
O levantamento de informações relativas ao gerenciamento dos resíduos gerados na empresa será fundamental na fase de identificação e seleção de oportunidades. Por meio destes dados, será possível avaliar os custos reais envolvidos no tratamento e disposição dos resíduos gerados e verificar o retorno financeiro de um investimento em P2.



• Definição de indicadores de desempenho

Após o levantamento de dados, devem ser definidos indicadores de desempenho, que deverão ser quantificáveis e medidos antes e após a implantação das medidas de P2, permitindo assim uma avaliação comparativa entre a situação da empresa antes e após a implementação do programa, bem como uma análise dos ganhos obtidos em termos ambientais e econômicos.

• Identificação de oportunidades de P2

Deve ser efetuada uma avaliação detalhada dos processos produtivos da empresa, com ênfase nos pontos que contribuem para a geração de resíduos. É necessário também avaliar os aspectos relativos ao tipo, toxicidade e quantidade dos resíduos gerados, a quantidade e toxicidade das matérias-primas utilizadas, o custo envolvido no tratamento de efluentes líquidos e disposição dos resíduos gerados, a legislação vigente e o risco à saúde ocupacional dos trabalhadores. O resultado desta avaliação permitirá a identificação das melhores opções para redução ou
eliminação dos poluentes gerados.


• Levantamento de tecnologias

O levantamento das tecnologias hoje disponíveis no mercado pode apontar opções viáveis para a implementação de ações de P2. No entanto, alguns aspectos devem ser considerados pela equipe de P2, quando realizar um levantamento de tecnologias, que dentre outros se destacam: identificar as tecnologias que melhor se apliquem às necessidades do interessado; conhecer a legislação em vigor, para avaliar possíveis conseqüências relativas à alteração e/ou substituição de equipamentos; caracterizar e avaliar os efluentes gerados, a fim de propor a sua segregação dentro dos Processos.

• Avaliação econômica

Qualquer medida de P2 que ofereça uma redução de custo direto ou indireto relacionada à geração, manuseio e tratamento de resíduos ou de custos operacionais e que não envolva custos de investimentos iniciais, pode ser considerada economicamente viável. O estabelecimento de um Sistema de Alocação de Custos onde cada setor/unidade de produção seja debitado pelo custo da geração e gerenciamento do resíduo que gera e pela sua
respectiva parcela de custos indiretos da empresa é muito importante, pois oferece dados para a avaliação econômica do investimento em prevenção à poluição assim como para a conscientização dos funcionários sobre os custos associados à geração de resíduos e desempenho ambiental do setor/unidade de produção. Os investimentos em prevenção à poluição podem afetar os custos relacionados ao atendimento da legislação ambiental, imagem da empresa, saúde e segurança do trabalhador, prêmios pagos à seguradoras, custos indiretos e outros relacionados ao gerenciamento da empresa como um todo, trazendo benefícios indiretos de difícil mensuração à curto prazo, mas significativos à empresa como um todo a médio e longo prazo.

• Seleção das medidas de P2

Ao selecionar as medidas a serem implantadas, a equipe de P2 deve considerar os
benefícios imediatos decorrentes da implantação e o seu significado para a empresa. A avaliação desses benefícios podem ser questionadas como por exemplo: ganho ambiental, se haverá melhoria da qualidade do produto, na eficiência do processo ou na saúde do trabalhador, se haverá maior facilidade em atender aos requisitos legais, se  haverá um melhor relacionamento com as agências de controle ambiental ou com a comunidade e se haverá retorno financeiro a curto, médio ou longo prazo.
As medidas de P2 devem ser avaliadas e adotadas de acordo com as suas viabilidades técnicas e econômicas. Aquelas que não forem nem técnica nem economicamente viáveis devem ser adiadas. As demais, selecionadas a critério da empresa, deverão ser priorizadas e implementadas, providenciado-se, quando necessário, fundos de capital específicos para a execução do programa.



• Implementação das medidas de P2

Deve-se iniciar a implementação das medidas, de acordo com as metas e objetivos estabelecidos no programa e segundo um cronograma que leve em conta os projetos a serem executados.
Na aplicação das medidas de P2, muitas técnicas podem ser utilizadas, dentre elas destacam-se as seguintes: alteração do layout, controle de estoque (produtos químicos), manutenção preventiva, melhorias nas práticas operacionais, mudança de processo/tecnologia (P+L), Reuso, reformulação ou replanejamento dos produtos, reciclagem interna ao processo, substituição de matéria prima, substituição ou alterações de equipamentos, segregação de resíduos e treinamento.

• Avaliação dos resultados

Esta etapa tem como objetivo verificar os benefícios e ganhos, do ponto de vista ambiental e econômico, advindos da implantação do programa de P2, assim como avaliar os problemas e barreiras encontrados durante a sua implementação. Recomenda-se que a avaliação do programa de P2 seja realizada periodicamente, a fim de solucionar possíveis problemas e evitar o surgimento das mesmas falhas.
A avaliação dos resultados é realizada a partir da comparação dos indicadores de desempenho (item 3.5), que foram medidos antes e após a implantação das medidas de P2. De posse destes dados, será possível quantificar os ganhos decorrentes da implementação do programa de P2.

• Manutenção do programa

A chave para a manutenção de um programa de P2, que permitirá a sua sustentabilidade dentro da empresa, é a conscientização e a participação dos funcionários, em todos os níveis, incluindo a direção da empresa.
O aprimoramento contínuo permitirá que a empresa se mantenha sempre atualizada com as inovações tecnológicas e as alterações da legislação ambiental, além de promover a melhoria da eficiência nos seus processos produtivos e assegurar o envolvimento de todo o corpo funcional e das partes interessadas no programa de P2.